Deputados federais baianos saíram em defesa do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), após o petista ser convocado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as ações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). A Comissão aprovou a convocação por 14 votos a 10 na última terça-feira.

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) reagiu ainda na reunião que definiu a convocação. Integrante do colegiado, a baiana orientou o voto contra e disse que os opositores ainda vivem no mundo da “terra plana”.

“Orientamos pela não convocação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, para a CPI do MST, pois entendemos que não há contexto para tal. A oposição cria factoides e quer uma cortina de fumaça, pois sabe que o emprego está crescendo, a inflação em baixa e o governo está dando certo”, escreveu, nas redes sociais.

Charles Fernandes (PSD), por sua vez, disse que “não há sentido nenhum na convocação do ministro Rui Costa”. “Na verdade, essa CPI virou mais um palanque político. Eu sou membro titular indicado pelo PSD, votei contra a convocação, até porque o ministro tem centenas de milhares de afazeres, de compromissos, para serem cumpridos”, pontuou o deputado.

De acordo com Charles Fernandes, é difícil reverter a convocação. “Porque o que está acontecendo é uma disputa por parte da oposição de querer convocar por convocar todos que eles acham que devem convocar”.

Aqui nos bastidores eu ouvi que há uma sede dessa turma da oposição. Eu senti aqui em alguns momentos a sede deles de convocar o ministro Rui. Eu não sei por quê. Talvez seja o ministro que vai tocar o PAC. O ministro tem toda confiança do ministro Lula”.

O parlamentar disse ainda que pode ser uma tentativa da oposição de “desgastar” Rui Costa. “Mas não vão conseguir. O ministro Rui é muito competente, equilibrado e, certamente, se vier aqui em depoimento não vai ter problema nenhum também em fazer as suas explanações”, concluiu.

Segundo o requerimento, o petista baiano foi convocado porque em seu mandato como governador da Bahia não teria empreendido “esforços para impedir atos de invasões de terra nem para garantir a propriedade privada”. Diferentemente do convite, a convocação obriga o comparecimento do ministro sob pena de crime de responsabilidade em caso de falta sem justificativa. Tribuna da Bahia