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Convocado para comparecer à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) nesta terça-feira (28), o presidente da ViaBahia, José Bartolomeu, faltou a audiência pública marcada pelas comissões de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, de Agricultura e Política Rural e a de Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho.

A ausência de Bartolomeu causou irritação nos 20 deputados estaduais do colegiado que esperavam a presença do comandante da concessionária que administra as BRs 324 e 116. Enfurecidos, os parlamentares cobram a celeridade nas tratativas para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da ViaBahia, apresentada pelo deputado Marcinho Oliveira (União Brasil).

“Ele mandou o advogado [Heder Santos] representando ele. Mas, não aceitamos, nós, os vinte deputados presentes, não aceitamos”, disse o presidente da Comissão de Infraestrutura, Eduardo Salles, ao bahia.ba.

E acrescentou: “a única saída é abrir a CPI, precisamos de uma resposta e a única maneira é abrir a CPI, porque não temos uma resposta da ViaBahia”.

Segundo Salles, a reivindicação para as tratativas célere da investigação já foram sinalizadas ao presidente da Alba, Adolfo Menezes (PSD). A CPI, no entanto, só deverá ser instalada no início do ano legislativo de 2024.

“Já fomos ao presidente e ele disse que vê a possibilidade da CPI. Agora, estamos a duas semanas do recesso parlamentar, então, não será aberta agora. No início do ano legislativo, [a CPI deve] abrir e instalar, caso não haja ação federal”, contou o progressista.

O não comparecimento de Bartolomeu à audiência pública foi justificado através de um ofício enviado a Salles. Conforme o presidente do colegiado de Infraestrutura, o chefe da ViaBahia afirmou que estaria presente na Comissão de Fiscalização, Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

“Se não houver nenhum fato novo em Brasília, vamos [agiliza] a CPI. Queremos uma resposta, porque a população não pode continuar do jeito que está, para que a população se sinta confortável”, frisou.

O movimento tem o objetivo de pressionar a concessionária que administra as BRs 324 e 116, a oferecer uma melhor prestação de serviço nas estradas baianas. Desde o período de junho, quando as rodovias registram um maior fluxo de veículos, os parlamentares e a sociedade civil se queixam sobre a má conservação das vias. Bahia.Ba