Crédito: Letícia Martins/EC Bahia

Atual campeão e maior vencedor do Campeonato Baiano, com 50 títulos, o Bahia deu um importante passo rumo a mais uma final estadual. O Esquadrão derrotou o Jequié por 1×0, na tarde deste sábado (9), no estádio Waldomiro Borges, pelo jogo de ida das semifinais. O gol foi marcado nos minutos finais por David Duarte, garantindo a vantagem tricolor para o duelo de volta.

Com um time de reservas, o Bahia fez um primeiro tempo equilibrado diante do Jipão. Na etapa final, porém, só deu o visitante. Após o técnico Rogério Ceni colocar jogadores considerados titulares em campo, o time controlou a partida e criou boas chances de marcar. O gol enfim saiu aos 42 minutos, após David Duarte aproveitar cobrança de escanteio e marcar de cabeça.

A volta está marcada para o próximo sábado (16), às 16h, na Arena Fonte Nova. Com o triunfo na ida, o Esquadrão tem a vantagem do empate para garantir a vaga na final do Baianão. Já o Jequié precisa vencer por um gol de diferença para levar a decisão aos pênaltis, ou dois para se classificar. Quem avançar encara o ganhador de Vitória x Barcelona de Ilhéus, que se enfrentam na outra semi.

Antes do segundo confronto com o Jequié, porém, o Bahia tem outro duelo importante: enfrentará o Caxias, pela segunda fase da Copa do Brasil. O jogo será disputado na terça-feira (12), às 21h30, no estádio Centenário, em Caxias do Sul.

O jogo

Como esperado, o Bahia foi escalado repleto de reservas para o primeiro duelo da semi do Baianão. Em meio a uma maratona com três competições diferentes, o técnico Rogério Ceni preferiu priorizar a Copa do Brasil, torneio no qual o Esquadrão faz duelo único e eliminatório contra o Caxias, na próxima terça-feira (12). Rezende foi o único remanescente com relação ao triunfo sobre o Ceará, na última quarta-feira (6), em Fortaleza.

Já Everton Ribeiro, Cauly e Victor Cuesta sequer viajaram para Jequié. Os meias foram preservados por cansaço muscular, enquanto o zagueiro foi liberado para resolver problemas particulares.

Jequié e Bahia começaram o jogo no Waldomirão de forma animada. Ainda aos 3 minutos, o Esquadrão ganhou uma falta perigosa, cobrada por Juba, mas a bola explodiu na barreira. A redonda ainda ficou viva na área e sobrou para Oscar Estupiñan tentar a finalização, só que o centroavante não conseguiu acertar, e o rival afastou o perigo.

Pouco depois, o Jipão conseguiu duas ótimas chances, exigindo boas defesas de Adriel. A primeira delas veio aos 8, quando Capa recebeu lançamento, aproveitou falha na defesa tricolor e saiu na cara do gol, mas o chute foi em cima do arqueiro tricolor. Aos 16, foi a vez de Alex ser lançado, invadir a área e bater forte, mas Adriel salvou o Esquadrão mais uma vez. Logo na sequência, João Grilo arriscou de fora da área, por cima do gol.

Com a maior posse de bola, o Bahia foi, aos poucos, conseguindo traduzir o domínio em boas oportunidades. Em uma delas, Cicinho descolou ótimo passe para Ratão, que limpou o marcador e chutou de perna direita, mas a finalização saiu fraca e Marcos defendeu tranquilamente.

A melhor chance tricolor na etapa veio aos 30 minutos. Gilberto cruzou na área para Juba, que adiantou, tirou do goleiro do Jequié e tocou para o gol, mas Guga e Sérgio Baiano tiraram a bola em cima da linha. Outra boa chegada dos visitantes veio dez minutos depois, quando Gilberto invadiu a área do Jipão com liberdade. Mas, na hora de tocar para o meio, o lateral mandou na direção da marcação.

O Bahia voltou do intervalo com duas mudanças. Considerados titulares da equipe, Caio Alexandre e Jean Lucas entraram em campo, para as saídas de Rezende e Yago Felipe. Mas quem teve a primeira boa chance da etapa final foi o Jequié: Azevedo recebeu na ponta direita e cruzou na segunda trave para Capa, que cabeceou por cima do gol de Adriel, aos 6.

O troco tricolor veio no minuto seguinte. Ratão levantou na área para Juba, que testou para o gol – só que Marcos fez a defesa, impedindo o Esquadrão de abrir o placar. Aos 11, outra boa chance: Biel cobrou escanteio na área, David Duarte dominou e bateu, raspando a trave do anfitrião.

Aos 12, Ceni promoveu mais duas trocas. Ratão e Estupiñan deixaram o gramado, para as entradas de Thaciano e Everaldo. Pouco depois, Biel foi substituído por Ademir.

As modificações ajudaram o Bahia, que tinha o controle da partida. Everaldo teve boa chance com uma bomba aos 22, mas Marcos segurou. Pouco depois, Thaciano foi lançado e invadiu a área, só que a finalização foi travada por Jean Rodrigues.

O Jequié, por sua vez, mostrava dificuldade para contra-atacar ou ameaçar o rival, e apenas se defendia. Um dos poucos bons lances do Jipão foi com Kaynan, que finalizou forte mesmo sem ângulo, por cima do gol.

A aposta de Rogério Ceni em colocar seus principais jogadores em campo no segundo tempo funcionou. Aos 42, Luciano Juba cobrou escanteio na marca do pênalti, David Duarte subiu mais alto que todo mundo e abriu o placar no Waldomirão: 1×0 para o Bahia. Correio da Bahia