Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

O Departamento de Polícia Técnica (DPT-Ba) identificou três dos sete corpos carbonizados na chacina que terminou com nove pessoas mortas e uma ferida no município de Mata de São João, na última segunda-feira (28). As identidades das vítimas foram divulgada nesta terça-feira (29).

De acordo com as informações passadas pelo DPT-Ba, as vítimas identificadas são duas mulheres e uma adolescente: Clissia Costa Magalhães, de 35 anos; Sara Miranda Magalhães, de 56 anos; e Carla Souza dos Santos, de 17 anos.

Clissia e Sara foram identificadas pela análise das impressões digitais. A identidade de Carla foi revelada pela análise da arcada dentária. As vítimas são da mesma família. O DPT não informou se algum familiar foi procurá-las.

Até a noite do dia do crime, apenas um familiar se dirigiu ao DPT, em Camaçari, em busca de informações, segundo a TV Bahia. Três corpos ainda estão em processo de identificação. O prazo para que isso aconteça não foi informado pelo DPT.

Um deles pode ser de um homem identificado como Preá. Segundo a Polícia Civil (PC-Ba), ele tinha envolvimento com tráfico de drogas e era o alvo principal. Ainda segundo a guarnição, apesar do envolvimento criminoso, as investigações apontam que a chacina foi motivada por ciúmes.

Relembre alguns detalhes

Seis pessoas foram encontradas mortas carbonizadas e uma ferida com queimaduras em na localidade de Núcleo Colonial JK, em Mata de São João, na manhã da última segunda-feira (28), além de duas mulheres mortas a tiros em uma casa ao lado.

A criança foi encontrada viva com 50% do corpo queimado e encaminhada para o hospital com ferimentos graves. A identidade dela está sendo preservada por ser menor de 18 anos. As duas mulheres baleadas foram atingidas na frente de casa quando saíram para ver o que acontecia no local.

A principio, a PC trabalhava na linha de investigação de que o homem apontado como pivô do crime, identificado como Preá, faria parte da facção Tropa e que o ataque a ele teria sido comandado por homens do grupo criminoso Bonde do Maluco (BDM). Nesta terça-feira (29), no entanto, os indícios apontaram para outra motivação.

A delegada Christiane Inocência Coelho, do Departamento de Polícia Metropolitana, diz que os criminosos por trás da chacina fazem parte de uma facção criminosa que atua na região. Apesar disso, o que teria motivado o crime é que o mandante sentia ciúmes de Preá, uma das vítimas, que também tinha envolvimento com crime. Correio da Bahia