Gabriel Seixas/Mais Região/Reprodução

Duas das nove vítimas da chacina de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, e o adolescente de 12 anos, que ficou com mais da metade do corpo queimado, são irmãos. A informação foi confirmada ao g1 nesta quarta-feira (30), pelo pai de uma das pessoas carbonizadas no imóvel.

Bianca dos Santos Almeida, de 18 anos, e Brenda Bispo dos Santos, de 16 anos, eram irmãs do sobrevivente, que segue internado em estado gravíssimo, no Hospital Geral do Estado (HGE). O trio também seria irmão da ex-namorada do alvo dos criminosos, atual do mandante. Ela não estava no local do crime.

“Fui pego de surpresa. Estava trabalhando quando minha sobrinha me ligou e contou”, disse o pai de uma das vítimas da chacina. “A gente nunca espera que nossos filhos possam passar por isso”.

Na terça-feira (29), a delegada Christiane Inocência Coelho, informou, em coletiva de imprensa, que a mãe da mulher, identificada como Cristiane, estava no imóvel e é uma das mortas. O corpo dela ainda não foi identificado no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Corpos encontrados carbonizados e parcialmente carbonizados eram de:

  • Carla Souza dos Santos, de 17 anos;
  • Gabriel Souza dos Santos, de 13 anos;
  • Carlos Augusto Gonzaga dos Santos, de 41 anos
  • E as irmãs: Brenda Bispo dos Santos, de 16 anos; e Bianca dos Santos Almeida, de 18 anos;

A identidade de Preá, suposto alvo da ação criminosa, ainda não foi divulgada. Não se sabe se ele e o homem identificado como “Carlos Augusto” são a mesma pessoa. Dois corpos carbonizados seguem no IML ainda sem identificação.

 Clícia Costa Magalhães, de 35 anos, e Sara Miranda Magalhães, de 56 anos, foram mortas a tiros em uma segunda residência, pelos mesmos suspeitos que incendiaram a casa onde morreram sete vítimas.

Os corpos de Clícia Costa Magalhães, de 35 anos, e Sara Miranda Magalhães, de 56 anos, foram identificados pelo DPT, através das impressões digitais. Eles foram liberados na noite de terça-feira. Ainda não há detalhes de quando serão sepultados.

As duas mulheres eram irmãs e estavam na casa ao lado do imóvel incendiado. Elas abriram a porta de casa após pedido de ajuda do adolescente que sobreviveu ao atentado, e segue internado com mais de 50% do corpo queimado. G1