Foto: Pedro França/Agência Senado

Zerar a fila do INSS é “impossível”. Estas foram as palavras do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. A declaração sobre a espera famosa do Instituto Nacional do Seguro Social) foi durante entrevista ao Estadão.

Lupi reafirmou que a expectativa do governo é chegar ao final de dezembro com o prazo máximo de 45 dias para atendimento. Em julho, o governo lançou um programa de bônus para os funcionários do INSS que colaborarem com a redução da fila de atendimento e perícias médicas no órgão. O incentivo tem duração de 9 meses, o que pode ser prorrogado por mais 3 meses.

De acordo com dados do instituto, os pedidos pendentes tiveram queda de 5,7% de junho a agosto. Foram de 1,79 milhão para 1,69 milhão, até 28 de agosto. Considerando apenas os pedidos com prazo superior a 45 dias, a queda foi de 7,95%, de 1,1 milhão para 1,05 milhão no mesmo período.

Para Lupi, o ritmo de redução da fila do INSS está dentro do esperado. O ministro disse que o alto tempo de espera é uma “herança maldita” do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PT). A redução da fila é uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No último mês de março, o governo federal anunciou que o teto de juros do consignado a beneficiários do INSS baixaria para 1,70% ao mês. A taxa era de 2,14%. Em meio a reclamações de bancos, no entanto, o governo reviu a decisão. No mesmo mês, o teto de juros foi fixado em 1,97%, e reduzido para 1,91% em agosto.

Lupi disse ainda na entrevista que, com a queda da Selic, vai ser possível chegar ao patamar desejado até o fim de 2024. O ministro reconheceu que o anúncio da redução da taxa para 1,70% foi precipitado. A Tarde