Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil/

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, convidou as Forças Armadas e as demais entidades fiscalizadoras das eleições para uma reunião sobre o pleito de outubro.

O encontro, conforme o Valor Econômico, ocorrerá no dia 1º de agosto. Na ocasião, o corpo técnico da Justiça Eleitoral vai apresentar “orientações sobre as etapas, métodos, locais e formas de fiscalização” do sistema eletrônico de votação, conforme prevê resolução do TSE.

A reunião ocorrerá “exclusivamente de forma presencial”, no auditório do TSE, sob coordenação do juiz Sandro Vieira, auxiliar de Fachin na Corte.

Apesar de o TSE ter com as Forças Armadas uma parceria histórica para questões logísticas – como o transporte de urnas a regiões remotas -, a relação tem sofrido desgastes sob o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A situação se agravou a partir do momento que o general Heber Portella, representante das Forças Armadas na Comissão de Transparência Eleitoral (CTE) no TSE, passou a reproduzir o discurso bolsonarista.

Nesta quinta-feira (14), o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, disse que não há “viés político” nas sugestões enviadas ao TSE e que as Forças Armadas não pretendem ser “revisoras” da eleição.

Também segundo o Valor Econômico, Nogueira tem enviado diversos ofícios a Fachin com cobranças em relação a uma suposta falta de diálogo entre o TSE e as Forças Armadas, o que o ministro nega.

Fontes ligadas à presidência do TSE afirmam que, ao divulgar publicamente a íntegra do convite para a reunião do dia 1º, o ministro quis reforçar que a Corte está aberta à participação dos militares.

Fachin, contudo, tem ponderado que as sugestões das Forças Armadas são bem-vindas, mas que o TSE não vai aceitar qualquer intervenção.