A Tarde

Diante da notícia publicada ontem pelo jornal O Globo, informando que o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, estuda alianças com petistas nas eleições municipais de 2024, deputados bolsonaristas baianos refutaram a possibilidade. Em nota, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, antigo aliado de Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu que não existe qualquer hipótese de a sua sigla se coligar com o PT.

Um dos novatos na Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Diego Castro, declarou, à Tribuna, que “não há o que se conversar” com o Partido dos Trabalhadores. “Eu não acredito que a presidência do nosso partido esteja alinhando costuras com o PT, conforme publicado por um veículo de imprensa. O próprio Valdemar, inclusive, se manifestou negando essa questão”, defendeu Diego, ao iniciar a sua fala.

“Se dentro do partido algum filiado visa promover quaisquer conversas com um partido que, além dos diversos casos de corrupção, atenta contra os nossos valores e fé cristã; que coloca o nosso estado e a nossa nação com grandes índices de violência e desemprego; e que engana diariamente a população para se perpetuar no poder. Com o Partido dos Trabalhadores não há o que se conversar, apenas uma sigla inimiga da nossa Pátria”, acrescentou Diego.

Leandro de Jesus, seu colega da AL-BA, também repreendeu: “Não há a menor possibilidade de nos unirmos às trevas. O presidente Valdemar já deixou claro que aliança com o PT não existe. Somos oposição por motivações reais, por convicção de estarmos ao lado do que é correto, justo e verdadeiro. Portanto, não comungamos com as práticas da esquerda e nunca vamos nos aliar a eles. É como água e óleo, não nos misturamos. Devemos lealdade aos nossos eleitores, aquilo que prometemos e o que sempre defendemos. E será assim até o final dos tempos”.

Outro baiano filiado ao PL que se manifestou foi o deputado federal Capitão Alden. Nas redes sociais, ele escreveu: “Não acredito nessa possibilidade. Não há a menor chance, de que eu, Capitão Alden, aceitar esse tipo de composição. Não tive nenhuma conversa neste sentido com o partido, mas se houver alguma possibilidade de isso acontecer em qualquer cidade, já aviso de antemão, que não terão o meu apoio e ainda farei campanha contra”.

A Tribuna também contatou petistas baianos para repercutir a suposta aliança com a agremiação que acomoda apoiadores de Jair Bolsonaro. Todos, incluindo o presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, não responderam aos questionamentos da reportagem. Além dele, membros petistas da AL-BA também se abstiveram de comentar a controvérsia, como Júnior Muniz e Robinson Almeida.  Por Mateus Soares /Tribuna da Bahia