Em meio a divisão do PP baiano acerca do novo presidente da sigla na Bahia, em sucessão ao ex-vice-governador da Bahia, João Leão, parlamentares da legenda vivem a expectativa de que o processo transcorra da melhor maneira possível, com as partes chegando a um consenso sobre a disputa. Os nomes que ainda restaram neste pleito, que deve ser definido no mês que vem, são o deputado federal Mário Negromonte Jr e do ex-parlamentar e um caciques do partido, Ronaldo Carletto.

Porém, pessoas ligadas à questão e que foram ouvidas pelo BNews em caráter de anonimato, apontaram que a escolha por Negromonte Jr ou Carletto depende do formato a ser escolhido para o pleito.

“As conversas tem acontecido mais no ambiente da bancada federal. Mas a mudança tem como objetivo reoxigenar o partido. Não tem tido guerra ainda. O espírito tem sido, com os dois lados buscando um consenso. Agora, se não houver um consenso, provavelmente se criará um critério para que se possa avançar na melhor decisão. Quem vai conduzir isso será o presidente do partido [João Leão]”, disse ao BNews um interlocutor que está por dentro das discussões.

Atualmente, a bancada pepista na Câmara dos Deputados é composta por Neto Carleto (filho de Ronaldo Carletto), Claudio Cajado, Mário Negromonte Jr e João Leão. Cajado, aliás, segundo outra fonte ouvida sobre o assunto, já teria declarado, internamente, apoio a Ronaldo Carletto. Por outro lado, João e Cacá Leão tem demonstrado apoio a Mário Negromonte Jr.

E o critério?

Mário Negromonte Jr, segundo esses interlocutores, acerca da votação, defende que ela aconteça sem a participação de alguns deputados. Contando com os seis da ALBA, os pepistas chegam a 10. Na casa baiana, representam a sigla: Niltinho, Nelson Leal, Eduardo Salles, Hasssan de Zé Cocá, Felipe Duarte e Antônio Henrique Jr.

“Ronaldo teria a maioria dos deputados e estaria mais próximo de vencer. Mas, você começa a levantar outros nomes que podem participar da votação. Você tem Jabes Ribeiro, secretário-executivo do partido e sempre foi voz ativa dentro desse processo. Além dele, você tem o ex-senador Roberto Muniz. Cacá Leão, será um voto?”, questionou.

“Qual o grande desafio? De que forma Leão, como presidente do partido e a executiva estadual definirá o critério de escolha do próximo presidente: se será apenas entre os parlamentares no exercício do mandato, dá Ronaldo. Mas, se João Leão incrementar esses outros votos, ele dá a Mário Júnior a eleição”, completou.

Mas, pode ser que caia no colo da Executiva nacional do partido essa decisão, caso estejam aptos apenas para o voto os quatro deputados federais da legenda. Em caso de empate, esse diretório severia como uma espécie de voto de minerva. BNews