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O tenente-coronel Mauro Cid lamentou que os militares permaneciam “muito disciplinados” durante uma conversa de teor golpista com o tenente-coronel Sérgio Cavaliere. A troca de mensagens, ocorrida em 19 de novembro de 2022, foi revelada pela Folha de S. Paulo na terça-feira (20).

No diálogo, Cavaliere sugere uma concessão especial para que os militares deixarem a carreira com a aposentadoria proporcional, caso o então candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ganhasse as eleições e não conseguissem reverter o resultado da eleição.

O ex-ajudante de ordens da presidência disse ainda teria conversado com o vice-chefe de gabinete, sem revelar de qual órgão, e informou que a ideia era conceder o tipo de benefício a ninguém.

“Se tudo descambar, nós e nossas famílias sofreremos por decisões totalmente em desacordo com o que pensamos. Temos nos mantido confiantes e disciplinados até agora. Espero que estejam preparados para lidar com o racha interno, que virá”, teria declarado Cavaliere, segundo a Folha.

Em resposta, Mauro Cid teria respondido que o problema é que “[os militares estão] muito disciplinados”. Mauro Cid e Sérgio Cavaliere são investigados pela Polícia Federal por suspeita de integrarem um grupo que organizou uma suposta tentativa de golpe de estado no Brasil. Bahia.Ba