(Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (sem partido) participaram, neste último domingo (19) de um jantar organizado pelo grupo Prerrogativas, no qual o petista lembrou que a candidatura do partido ainda não está definida, embora a tendência seja formar uma chapa com o ex-governador de São Paulo. “Quem vai definir isso [candidatura] será o meu partido. E também respeitar o Alckmin, eu não sei qual partido ele vai, mas os dois partidos vão definir se a gente vai se juntar ou não. Tem que ter paciência”, disse Lula.

A declaração está ligada ao fato de Alckmin, que se desfiliou do PSDB na semana passada, ainda não ter definido sua nova legenda. Lula disse, ainda, que se ganhar as eleições irá pegar, em 2023, um Brasil pior que o que encontrou durante seu primeiro mandato, em 2033. A reportagem destaca, ainda, que Lula teria confirmado querer Alckmin como vice-presidente em sua chapa, “mas preferencialmente pelo PSD, que por ora sustenta a pré-candidatura do presidente do Senado e havia convidado o ex-governador para tentar retornar ao cargo em São Paulo”.

“As negociações com o PSB, que estão mais avançadas, esbarram no fato da sigla não aceitar apoiar em São Paulo o ex-prefeito Fernando Haddad, do PT”, diz o texto. Também participaram do jantar lideranças partidárias de de legendas de centro, como o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ). Eles são operadores políticos dos presidenciáveis Simone Tebet (MDB), Rodrigo Pacheco (PSD) e João Doria (PSDB).