Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Na era das redes sociais, o compromisso com o que se diz ou se escreve é nenhum em quase toda parte. Contudo, conforme a coluna de Ricardo Noblat do Metrópoles, foi encontrado o vídeo postado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) dois dias após os ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes em Brasília. Nele, o procurador bolsonarista do Mato Grosso do Sul Felipe Gimenez proclama: “[Lula foi] escolhido pelo serviço eleitoral e pelos ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral”.

O vídeo é acompanhado de uma legenda onde se lê: “Lula não foi eleito pelo povo, foi escolhido e eleito pelo STF e TSE”. Ao reproduzi-lo, Bolsonaro deu margem a que Justiça entendesse que ele endossou-o. Por isso, aconselhado por advogados, apagou o vídeo duas horas depois de tê-lo passado adiante.

Interrogado a respeito pela Polícia Federal, Bolsonaro, alegou que estava sob efeitos de remédios no dia em que postou o vídeo; havia sido internado nos Estados Unidos com fortes dores no estômago e fora medicado com morfina.

Ele, conforme Noblat, confia que prevalecerá o costume nacional de forjar acordos para evitar rupturas. Se Bolsonaro já foi punido com a inelegibilidade até 2030, por que ser preso? Ouve-se no mais alto escalão jurídico do país que prendê-lo o transformaria em mártir. Bahia.Ba