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O ministro da Educação, Camilo Santana, garantiu nesta última terça-feira (31) que os cerca de 50 mil candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 alocados para fazer a prova a mais de 30 km de suas casas não serão prejudicados e poderão realizar o exame em dezembro se assim o desejarem.

Contexto: O receio por parte dos estudantes é que, pelo cronograma, eles só poderão aplicar para a nova data depois que o Enem já tiver passado. Ou seja, terão faltado nos dias 5 e 12 de novembro sem ter ainda o pedido de nova data confirmado, uma vez que o prazo para fazer isso será de 13 a 17 de novembro.

Vamos garantir – e a empresa já se comprometeu e irá realizar -, que nenhum aluno que se sentiu prejudicado pelo fato de estar incluído em um local acima de 30 km [será lesado]. Ele vai ter a opção de fazer a prova [em 5 e 12 de novembro] ou fará uma outra prova nos dias 12 e 13 de dezembro. Vamos garantir que todos esses jovens possam ter uma segunda oportunidade.

— Camilo Santana, ministro da Educação

A declaração do ministro foi dada durante evento da pasta em Brasília e é a sua primeira manifestação pública após as reclamações de inúmeros candidatos. Em alguns casos, a distância ultrapassa 100 quilômetros sendo que, pelo contrato com a empresa aplicadora, não deveria passar de 30 quilômetros.

O ministro reconheceu que a empresa aplicadora do Enem descumpriu o contrato neste ponto e reafirmou o compromisso da pasta com aqueles que foram prejudicados.

“Aqueles que desejarem não ir fazer a prova no próximo domingo, dia 5 [e no dia 12], e quiserem fazer no dia 12 e 13 de dezembro, terão o direito. Claro que terão que se manifestar. [Vai] abrir o prazo para isso, mas terão o direito, é um compromisso do Ministério da Educação”, disse o ministro. G1