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Edvânia Brito Lima, de 18 anos, morreu após ter o rosto queimado com água quente no bairro da Mata Escura, em Salvador. A família da jovem conta que ela foi atacada pela cunhada, de 16 anos, porque usou a calcinha da suspeita.

O corpo da vítima, que trabalhava como jovem aprendiz na Secretaria Geral de Cursos (SGC) da Universidade Católica de Salvador (Ucsal), foi sepultado na quarta-feira (15), no Cemitério Municipal de Brotas, na capital baiana.

Veja abaixo o que aconteceu:

👉 A jovem estava na casa do namorado, quando a cunhada viu que Edvânia Brito usava a calcinha dela.

👉 Em seguida, a adolescente foi até a cozinha, esquentou a água e jogou na vítima.

👉 Edvânia Brito teve queimaduras de terceiro grau no pescoço e no ouvido.

👉 A família da vítima conta que a adolescente que cometeu o ataque foi retirada de casa para não sofrer represálias.

👉 A jovem agredida foi levada para o Hospital Geral do Estado (HGE), referência em tratamento para queimados, mas não resistiu aos ferimentos após ficar internada por oito dias.

Quando o caso aconteceu?

Edvânia Brito foi agredida pela cunhada no dia 5 de maio, na casa do namorado, no bairro da Mata Escura, em Salvador.

Qual o motivo da agressão?

A família da jovem conta que Edvânia e a agressora não tinham uma boa relação. A adolescente teria se chateado ao notar que a vítima estava usando a roupa íntima dela.

O caso é investigado?

Em nota, a Polícia Civil informou que a apuração do ataque é feita na Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), que vai ouvir depoimentos da suspeita e de familiares das duas.

Quem era Edvânia Brito?

Edvânia Brito trabalhava como jovem aprendiz na Secretaria Geral de Cursos (SGC) da Universidade Católica de Salvador (Ucsal).

A universidade divulgou uma nota nas redes sociais. Nela, falou que “toda comunidade acadêmica lamenta a notícia e se solidariza com sua família e amigos neste momento de despedida”.

A morte de Edvânia também foi lamentada pela Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão (Acopamec).

“Carinhosamente conhecida como Edi, nossa doce, sensível e obediente jovem tem sua caminhada acompanhada pela Acopamec desde a infância, quando foi educanda de capoeira e de dança, e mais tarde acessou o curso profissionalizante de panificação”, contou a associação. G1