O governador Rui Costa vai reduzir pela metade o índice de contribuição do estado no custeio do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores (Planserv). A participação vai cair dos atuais 4%, percentual estabelecido em 2015, para 2%. O Planserv garante que “a alteração na lei da contribuição não irá interferir nos serviços prestados aos beneficiários, tampouco provocará algum tipo de impacto para os seus prestadores”.

 

O plano ressalta a necessidade de readequação das finanças devido à crise econômica. O texto ressalta que serão tomadas medidas para manter o acesso qualificado aos serviços de saúde. “As ações acontecerão durante o ano de 2019 e resolverão diversas questões do plano de saúde, melhorando a relação custo/benefício e a saúde financeira do plano”.

 

Entre elas são citados um novo modelo de auditoria e o cadastro eletrônico para beneficiários. Já para as entidades da rede privada de saúde, o cenário parece bem diferente. A rede de prestadores de serviços conveniada ao Planserv e suas entidades representativas se dizem preocupadas quanto à situação. Para Mauro Duran Adan, se aprovadas, as medidas vão comprometer o atendimento por parte da rede conveniada na Bahia.

 

Duran Adan é presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb) “O Planserv permanece inadimplente com os estabelecimentos conveniados, inclusive as unidades de urgência e emergência, por conta das cotas que foram estipuladas. A redução na receita torna a situação ainda mais grave”, afirmou em nota.

 

Em matéria publicada nesta quinta-feira (6) no Bahia Notícias, um médico ressaltou a existência de uma dívida de mais de R$ 100 milhões do plano com hospitais, clínicas e laboratórios credenciados. As unidades têm ameaçado suspender o atendimento após encerramento das cotas estabelecidas pelo Planserv. Informações do Bahia Notícias