Agência Brasil

Uma denúncia de 2020 ao Ministério Público do Trabalho afirma que 500 ex-gestores da Caixa Econômica Federal, com salários altos e mais de 30 anos de carreira no banco, sofreram rebaixamento de função e foram transferidos a postos de trabalho distantes de suas casas para que se sentissem forçados a aderir ao plano de demissão voluntária anunciado à época.

Eles alegam que foram perseguidos durante a gestão do então diretor Pedro Guimarães (que pediu demissão em 29 de junho de 2022, após relatos de assédio sexual, negados por ele).

Apesar de estes funcionários queixarem-se da demora nas investigações, o procurador responsável pelo procedimento, Carlos Eduardo Carvalho Brisolla, afirma ao blog que está reunindo provas mais robustas desde dezembro de 2020.

“No atual momento, estou em fase de oitiva de testemunhas, aberto a quem quiser vir depor”, diz. “A ConTraf [Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro] e a Fenae [Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal] foram admitidas no feito e estão apresentando alegações.”

Ele afirma que o inquérito, com prazo de um ano, foi renovado até dezembro de 2022, quando poderá ser novamente prorrogado, se necessário. “Não me convenci de que era o caso de arquivar. Era preciso produzir mais provas. A Caixa diz que [as transferências e rebaixamentos] foram por questões internas, sem perseguição. Vou ouvir o máximo possível de testemunhas, estou com as portas abertas. Agora, com os escândalos recentes, vai ficar mais fácil, porque mais pessoas vão querer falar.” G1