O ex-pastor Edimar da Silva Brito, de 40 anos, que respondia em liberdade pelas mortes de duas colegas de igreja, foi preso em flagrante suspeito de estuprar a enteada, uma jovem de 21 anos, enquanto vítima dormia, na madrugada de quarta-feira (16), na cidade de Itapetinga, sudoeste da Bahia. De acordo com a delegacia da cidade, a vítima estava dormindo quando acordou com Edimar abusando sexualmente dela.

Quando a jovem despertou, brigou com o suspeito e pediu ajuda. Edimar chegou a fugir do local, mas a delegacia disse que agentes da polícia e da guarda municipal da cidade fizeram rondas para localizar o suspeito, que foi encontrado em uma casa.

O outro crime cometido por Edimar ocorreu no ano de 2016, na cidade de Vitória da Conquista, região sudoeste da Bahia. Ele foi apontado pela polícia como suspeito de ter encomendado e participado do assassinato da também pastora e professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Marcilene Oliveira Sampaio e da prima dela Ana Cristina.

De acordo com a polícia, o crime teria sido motivado por vingança após as vítimas, que eram colegas do pastor, terem saído da igreja dele depois de um desentendimento para fundar um novo templo e terem levado a maioria dos fiéis.

A professora Marcilene Oliveira Sampaio, o marido, Carlos Eduardo de Souza, e a prima tinham acabado de sair da igreja e estavam a caminho do sítio onde moram quando o carro em que estavam apresentou um defeito na estrada que liga Vitória da Conquista a Barra do Choça.

Carlos Eduardo disse à polícia que desceu do veículo e abriu o capô para verificar o que tinha acontecido quando foi abordado por três homens que chegaram em outro carro. Entre os suspeitos estava o pastor apontado como mandante do crime.

Carlos disse que conseguiu escapar, mas que Marcilene e a prima acabaram sendo capturadas pelos criminosos. O grupo levou as vítimas até uma área de matagal, onde cometeram o crime.

Segundo a polícia, a intenção dos criminosos era matar toda a família no sítio em que as vítimas residiam. A suspeita é de que Marcilene e os parentes já estavam sendo seguidos desde o momento em que deixaram a igreja. G1