EC Bahia

A esperança do Bahia em se manter na Série A tem nome e sobrenome: Guto Ferreira. Escolhido como substituto de Diego Dabove, o treinador  foi apresentado oficialmente na manhã desta sexta-feira (8), e falou pela primeira na sua terceira passagem pelo clube.

Apesar da missão complicada que tem pela frente – o Bahia é o 18º colocado Brasileirão e não vence há quatro jogos -, o treinador diz que aceitou o desafio por entender a grandeza do clube e, garante, que o tricolor parmanecerá na primeira divisão.

“A gente sempre que passou pelo clube obteve resultados importantes. E o Bahia é gigante. Então, não tem como dizer não para o Bahia”, afirmou o treinador.

De forma prática, Guto explicou que uma dos seus primeiros passos para fazer o Bahia voltar a ser competitivo na Série A será o de reestruturar a equipe. O Esquadrão é o dono da pior defesa do campeonato, com 38 gols sofridos em 23 jogos.

“A gente tem trabalhado em alguns pontos que detectou. Já começou a bater em cima, organizar, repetir bastante os movimentos do modelo de jogo e passar confiança. O sistema defensivo e não a defesa. Engloba 11 jogadores e não três, quatro, cinco”, analisou ele.

“O incentivo vai fazer com que a confiança seja recuperada e possa intimidar o adversário. É isso que espero nesse momento, que é de todo mundo se unir. É pensar na manutenção e também é possível pensar em coisas melhores”, continuou Guto.

O primeiro compromisso do Bahia sob o comando de Guto Ferreira será neste sábado (9). O tricolor encara o Athletico-PR, às 19h, na Arena da Baixada, em Curitiba. Com pouco tempo de trabalho, o treinador não deu pistas sobre o time que vai começar o jogo, mas explicou que o objetivo será retomada do entrosamento.

“Modificamos em termo de equipe não dá para falar. Em termos de processo, nós temos que firmar um pouco mais. Campeonato vai nos exigir trocas, mas não de maneira gritante que deixa a gente firmar conceito e formação que necessita retomar entrosamento e confiança. Vamos procurar atacar essa parte da sintonia e confiança”, disse.

Confira outros pontos da entrevista: 

Modelo de jogo fora de casa
Eu acho que ficou muito fixo na cabeça a campanha do acesso, quando conseguimos uma única vitória [como visitante]. Em 2017, quando a gente conquistou  a Copa do Nordeste, ganhamos quase todas fora de casa, o próprio Campeonato Baiano, ninguém comenta. Fizemos grandes jogos, com grandes resultados. A questão do vencer depende muito da estrutura da equipe para aquele momento.

Situação de Rodallega
Ainda está dentro da responsabilidade do clube. À medida que o clube passe para o torcedor e imprensa, também vai chegar até nós para tomar as providências. É um grande jogador.

Cobranças dos jogadores
Grupo vencedor não transfere responsabilidades, internamente assume responsabilidade e respeita regras do grupo. É momento de fechamento interno para que a força de todos juntos possa reverter essa situação e retomar o caminho das vitórias. Na hora que perde, perde todo mundo. Quando ganha, ganha todo mundo. É momento de não ter vaidade.

Contrato curto
Pedido meu, porque, em outros clubes, neste mesmo momento, nesta mesma situação, acabou que, no final, fica aquele compromisso. E as pessoas, às vezes, não estão contentes. No final, vamos ver quem está contente e quem não está. O mais importante é que nós vamos pensar só nesse momento e no foco para o trabalho ser vencedor. (Correio da Bahia)