Filho do deputado federal Wladimir Costa (SD-PA), Yorran Costa, 22, foi nomeado delegado federal da Secretaria de Desenvolvimento Agrário no Pará, cujo salário é de R$ 10 mil. O pai teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), por abuso de poder econômico – decisão da qual recorre na Justiça.

 

Apesar do cargo, onde terá de administrar recursos de R$ 100 milhões anuais, Yorran ainda é estudante de Direito e Gestão Pública. O Diário Oficial da União de sexta (26), , divulga portaria que exonera o administrador Andrei Gustavo de Castro, que foi diretor geral da Arcon/PA, e nomeia Yorran Christie Braga da Costa.

 

O nome de Yorran é indicação do partido Solidariedade, que tem a cota da Secretaria. Nas redes sociais do partido, o jovem – que é presidente-executivo do Solidariedade Jovem – afirmou que “nada acontece sem a determinação de Jesus Cristo”. “Se é para cumprir a missão, dei-me a missão”, complementou. O pai também comemorou a nomeação nas redes sociais segundo informações do Povo Online.

 

“A missão é dada, a missão será cumprida! Deus nosso senhor Jesus Cristo no comando!”, disse o parlamentar.  Wladimir Costa se notabilizou nacionalmente pelo rojão de confete que estourou na Câmara dos Deputados após votação de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, especialmente, depois de exibição de tatuagem com o nome do presidente Michel Temer (PMDB) no ombro direito.

 

Polêmicas envolvendo Wladimir Costa

“Cada um com suas paixões. Não tem gente que tatua Che Guevara, Fidel Castro, o presidente da Coreia? Todos falsos socialistas usando (relógio da marca) Rolex? Sou admirador nato (de Temer), amigo dele há quase 16 anos. Nesse momento, que tentam derrubar ele a qualquer custo, é minha forma de mostrar que parceiro que é parceiro derrama até a última gota de sangue”, disse o deputado federal, em julho, época em que se tornou conhecida a tatuagem – que custou R$ 1.200.

 

Em dezembro de 2017, o deputado federal teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) por acusação de abuso de poder econômico e gastos ilícitos na campanha de 2014. Wladimir recorre da cassação na Justiça.

 

Ele também havia sido denunciado pelo Ministério Público do Pará (MP-PA) por peculato, em desvio de R$ 230 mil que deveriam ser aplicados em investimento em esporte no Estado. O parlamentar também foi condenado pelo órgão a pagar multa de R mil por ter divulgado uma suposta pesquisa eleitoral sem registro, durante a campanha de 2016, no programa em que ele apresentava em uma rádio paraense. Wladimir também recorreu.