Foto: Ascom | Polícia Civil

No mês de maio, 99,9% das viagens de ônibus da capital baiana aconteceram sem ocorrências policiais, considerando um índice de 14 ocorrências para cada 100 mil viagens, conforme dados fornecidos pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) da Bahia. Dessa forma, maio de 2024 registrou o menor número de ocorrências dos últimos 12 anos.

De janeiro a abril de 2024 foi registrada uma redução de 38,5% no número de roubos a ônibus, comparada ao mesmo período de 2023. De acordo com a SSP, as atuações da Polícia Militar (PM) estão voltadas aos horários e locais considerados de maior vulnerabilidade, a partir da intensificação do policiamento e adoção de ações estratégicas.

Já o município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou uma queda de 52,94% no número de veículos roubados e furtados, considerando o comparativo do dia 1º a 24 de junho de 2023, quando houve o registro de 34 ocorrências, em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 16.

Em março e abril de 2023 foram registradas 77 ocorrências de furto e roubo a veículos no município. Já no mesmo período deste ano, foram registradas 39 ocorrências desses tipos de crime.

Atlas de Violência

As cinco cidades mais violentas do país estão na Bahia. São elas (com suas respectivas taxas de homicídios estimados por cem mil habitantes): Santo Antônio de Jesus (94,1), Jequié (91,9), Simões Filho (81,2), Camaçari (76,6) e Juazeiro (72,3). Ainda, dentre os 20 municípios mais violentos, onze estão na Bahia.

A informação é do Atlas da Violência 2024, divulgado nesta terça-feira (18) e produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Os dados têm como base números registrados em 2022.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) ressaltou que a redução das mortes violentas é uma prioridade na Bahia e que, nos últimos sete anos, o índice apresentou diminuição de 27%. Assim como em 2024, de 1° de janeiro a 15 de junho, as mortes violentas tiveram redução de 11% e, no ano de 2023, na comparação com 2022, recuaram 6%. Correio da Bahia