Agência Brasil

Em conversas com amigos e aliados, Geraldo Alckmin tem ensaiado seu discurso para aceitar a vice na chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Nos bastidores, a ideia é que ele está mais propenso a aceitar esse convite do que ser candidato ao governo de São Paulo. Nas conversas, Alckmin tem citado parcerias que a chanceler alemã, Angela Merkel, e que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso firmaram com adversários políticos.

Além disso, alerta para a situação de risco vivida pelos Estados Unidos. O ex-governador lembra que FHC procurou políticos que estiveram ao lado da ditadura para unificar o país em seu governo, como José Sarney, Marco Maciel, Antonio Carlos Magalhães e Jorge Bornhausen.

Segundo informações do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, aliados de Alckmin dizem que o ex-governador enxerga que tomará o primeiro ato efetivo de uma personalidade política para furar a polarização no Brasil. Alckmin afirma que a decisão não será benéfica politicamente para ele, uma vez que afastará parcela importante do seu eleitorado nas classes média e alta de São Paulo, mas que terá um peso importante para o futuro do país.

Caso opte pela costura com Lula, a filiação ao PSB é o caminho provável. No entanto, nesta última sexta-feira (3), alas do PSD distribuíram um panfleto no WhatsApp em defesa da candidatura de Alckmin ao governo de São Paulo. O ex-governador estava apalavrado com o partido de Gilberto Kassab antes da articulação com Lula tomar corpo.