© Cristine Rochol/SES-SC

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou nesta segunda-feira (20) que, caso seja necessário, acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos contra a Covid-19. Em entrevista a rádios do interior, ele afirmou que a orientação é que todos os 417 municípios baianos ignorem a recomendação do Ministério da Saúde de suspender a imunização desse público.

“Nossa orientação é de não seguir a orientação do Ministério [da Saúde] no tocante a não vacinar adolescentes. Não tem nenhum sentido nisso. O presidente da República e seu ministro de plantão, desde o início da pandemia, têm trabalhado pra dificultar o combate ao vírus. Eu poderia estar aqui relatando dezenas de situações que isso aconteceu. Portanto, eu quero aqui recomendar que a gente continue com todos os municípios a vacinação das pessoas. Porque é a vacina que salva vidas humanas, protege as pessoas. Se necessário for, nós iremos ao STF pra garantir esse direito das pessoas”, declarou.

“O mundo inteiro, o planeta inteiro, os principais países do mundo, estão vacinando acima de 12 anos de idade. Então não faz sentido nenhuma essa suspensão. Isso pode colocar em risco todo o esforço feito até aqui pra conter essa doença”, acrescentou. “Quando há um conflito entre o interesse individual e o interesse coletivo, principalmente tratando de saúde, de epidemia, de pandemia, prevalece o direito coletivo, ou seja, a vida da sociedade, a vida das pessoas, tem que valer.”

Na última sexta (17), a Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB) já havia recomendado que as cidades retomassem imediatamente a vacinação dos jovens. Na quinta (16), Salvador foi uma das capitais brasileiras que suspenderam o processo de vacinação desse público, sob a justificativa de seguir uma recomendação do Ministério da Saúde.

Questionado sobre a possibilidade de permitir que produtores de eventos passem a liberar a entrada de pessoas com apenas uma dose da vacina, o governador disse não haver chance de atender a essa demanda. Atualmente, um decreto estadual permite a realização de festas e shows com limite de até mil presentes. “Não há nenhuma possibilidade, quero deixar isso claro, de liberar eventos com uma dose da vacina. Uma dose da vacina não imuniza ninguém”, disse o governador. Metro1