agencia senado

Em depoimento à CPI dos Atos Golpistas, o hacker Walter Delgatti Neto afirmou na quinta-feira (17) que, ao invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), utilizou senhas como “123mudar” e “CNJ123”.

Delgatti deu a declaração ao ser questionado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) sobre o plano de invasão ao sistema do CNJ.

Jandira afirmou que, segundo informações conhecidas por ela, as senhas eram “simples” e “idiotas”.

“A senha root, que é a senha master, que tem acesso a tudo, era ‘123mudar’, e a segunda senha mais segura era ‘CNJ123’”, respondeu Walter Delgatti Neto.
“E a terceira [senha], ‘12345’”, acrescentou.
O hacker foi preso no último dia 2, após uma operação da Polícia Federal, que também mirou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Em depoimento à PF na quarta (16), Delgatti reiterou que o objetivo da invasão aos sistemas do CNJ era incluir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o advogado do hacker, Ariovaldo Moreira, Walter Delgatti Neto foi contratado por Zambelli para “invadir qualquer sistema do Judiciário”.

Em entrevista a jornalistas, Moreira declarou que o seu cliente recebeu R$ 40 mil pelo serviço.

No depoimento à CPI dos Atos Golpistas, Delgatti disse acreditar que o objetivo do plano “seria anular o resultado da eleição e a posse do presidente Lula”.

“Demonstrando a fragilidade do sistema. E a ideia eu acredito que seria uma forma de convencer as pessoas competentes a anularem a eleição”, afirmou, em resposta à Jandira Feghali. G1