Crédito: Alberto Maraux/SSP-BA

Entre 2022 e 2023, o número de policiais alvos de operações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) dobrou, atingindo a marca de 60 agentes de segurança neste ano. Entre os crimes mais investigados estão a formação de grupos de extermínio e extorsões. Para especialistas, o aumento do número de operações está atrelado ao fortalecimento de grupos criminosos organizados no território baiano.

“O Ministério Público atua de forma ordenada e integrada para coibir delitos que acontecem no formato de grupos de extermínios, extorsão, homicídios e tráfico de drogas”, afirma o promotor de Justiça Luís Alberto Vasconcelos, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp).

Segundo o MP-BA, 102 pessoas foram presas, 212 mandados de busca e apreensão cumpridos, e mais de R$ 16 milhões frutos de crime recuperados neste ano, com sequestro de mais de 40 propriedades imobiliárias, entre fazendas, apartamentos e casas. Entre os agentes alvo de operações estão policias civis, militares e penais.

De acordo com Antônio Jorge Melo, especialista em segurança pública, coordenador do curso de Direito do Centro Universitário Estácio Bahia e coronel reformado da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), uma vez que o Gaeco investiga essencialmente organizações criminosas, os policiais que são alvos dessas operações costumam estar envolvidos com tráfico de drogas, grupos de extermínio e algumas ocorrências de menor escala, como assaltos.

Ele afirma que as operações deflagradas contra os policiais fragilizam as instituições, seja a Polícia Militar ou a Polícia Civil, mas acredita que tais instituições estariam sujeitas a maiores fragilidades caso permitissem o crime sem investigação ou punição aos corruptos. “Esses policiais, quando são condenados, além das penas privativas de liberdade, a grande maioria também de forma acessória é condenada à perda do posto ou da graduação”, explica. Correio da Bahia