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O assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, assassinada com 12 tiros, no quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região metropolitana de Salvador, será acompanhado pelo Observatório das Causas de Grande Repercussão, colegiado formado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Segundo o CNJ, a medida foi adotada após pedido da presidente da entidade e do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber. O colegiado também vai acompanhar as investigações da morte de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos (Binho do Quilombo), então com 36 anos, ocorrido em 2017, filho de Mãe Bernadete.

No dia 19 de agosto, dois dias após o crime, o CNJ enviou dois magistrados à Bahia para acompanhar as ações após o assassinato da líder quilombola.

Rosa Weber também pediu que o Observatório das Causas de Grande Repercussão acompanhe a ação penal que apura a morte da professora Janaína Alves Fernandes Tavares da Câmara, em 2014. A docente foi morta aos 23 anos, no Novo Gama (GO), cidade do entorno de Brasília.

O suspeito é ex-companheiro da vítima e segue em liberdade. Ela deixou três filhos, todos menores de seis anos à época.

O assassinato de Mãe Bernadete aconteceu há duas semanas. Na quarta-feira (30), o advogado David Mendez, que representa a família de Mãe Bernadete, pediu para ser beneficiado no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) do Governo Federal. G1