Foto: Pedro França/Agência Senado

Rosana Martinelli (PL-MT), ex-prefeita de Sinop, no Mato Grosso, tomou posse como senadora nesta última quarta-feira (12). Ela está sendo investigada por supeita de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro, quando bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O processo, no Supremo Tribunal Federal (STF), é sigiloso. Martinelli segue como investigada. Ela é a segunda suplente do senador Wellington Fagundes (PL-MT), que se licenciou por 120 dias para tratamento de saúde.

Em discurso no plenário, Rosana Martinelli disse que teve as contas bloqueadas e está com o passaporte retido. A agora parlamentar recebeu apoio de parlamentares que vão da oposição ao governo Lula (PT). O presidente do partido de Martinelli, o PL, Valdemar Costa Neto, participou da cerimônia de posse.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a senadora assumiu o mandato no momento em que o parlamento discute “a anistia” para os investigados pelos atos de 8 de janeiro. Um projeto nesse sentido, de Hamilton Mourão (Republicanos-RS), tramita no Senado. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que é contra a anista, já afirmou que o 8 de janeiro “jamais deve ser esquecido”. Ele defende a punição dos vândalos. G1