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O mês de janeiro fechou com 116 pessoas mortas por arma de fogo na Grande Salvador, segundo o Instituto Fogo Cruzado. Os óbitos ocorreram 168 tiroteios mapeados, que também deixaram outras 36 pessoas feridas. Do total de tiroteios, 67 ocorreram em ações policiais que culminaram na morte de 38 pessoas e deixaram outras 11 feridas, 13 em meio a disputas, com sete pessoas mortas e duas feridas e 13 em meio a perseguições, que vitimaram oito pessoas: cinco morreram e três ficaram feridas. E o ano está só começando. De tiros a coquetel molotov. Entre os dias 30 de janeiro e 03 de fevereiro, donos de revenda de carros na Baixa de Quintas viveram um inferno. Suas lojas foram atacadas após recusarem pagar a tal taxa de segurança exigida pelo Comando Vermelho – prática que já existe em Plataforma, Cosme de Farias e Avenida Vasco da Gama. E é cada dia mais evidente a força do CV na Bahia. Tudo isso tem um porquê. Por anos, a Secretaria de Segurança Pública, quando no comando de Maurício Barbosa, negava a existência de facções no estado, apesar dos indícios divulgados pela imprensa e até pela Polícia Federal. Correio da Bahia