Foto : Alessandro Dantas/PT-SF

O senador baiano Jaques Wagner (PT) elogiou a articulação entre o governador Rui Costa (PT) e prefeito ACM Neto (DEM) para reduzir os impactos da pandemia de coronavírus na Bahia e em Salvador. Em entrevista a Mário Kertész hoje (22) na Rádio Metrópole, ele destacou a repercussão positiva do trabalho conjunto das autoridades no estado. “Quero parabenizar os dois gestores. Rui, que é meu amigo, e ACM Neto. Eles têm um estilo diferente do meu, talvez por isso a relação comigo era mais tranquila. Mas na hora que foram chamados à responsabilidade pela crise sanitária, ninguém ficou de nhem-nhem-nhem. Estão trabalhando em conjunto, se ajudando. É obrigação que estão fazendo merece um aplauso”, declarou Wagner.

“Lá no Senado o pessoal brincam comigo e perguntam o que houve. Os dois têm juízo, não iriam ficar trocando farpa como o presidente está fazendo, quando o povo não quer saber de briga e quer saber de emprego, auxílio emergencial como que a gente faz para se cuidar. Bate um desespero, já são mais de 20 mil [mortos] no Brasil. Quem já sofreu na família ou um amigo, que é uma doença danada, morrer isolado e por falta de ar, é horrível”, afirmou o senador. Questionado sobre o impacto da pandemia na economia, o petista reforçou a necessidade de se discutir alternativas para salvar empresas, mas sem se esquecer das vidas das pessoas.

“Antes da pandemia, estive nos EUA discutindo com a equipe econômica do ex-candidato democrata Bernie Sanders. Hoje o mundo inteiro está pensando diferente. A crise veio mostrar que o modelo vai ter que ser mudado. Todo mundo está falando de renda mínima, diminuir o foco e botar no ser humano e não só em crescimento e produtividade. Se hoje a rentabilidade é 13% ou 12%, vai ter que cair porque a sociedade não está aguentando essa pressão. Digo isso no lado econômico, no social e ambiental. Não sei se esse vírus não é consequência de tanta agressão que os seres humanos fazem ao meio ambiente”, disse Wagner. Metro1