Foto: Isac Nóbrega/PR

A agenda de Lula (PT) com congressistas, em um ano, teve menos encontros se comparada com a do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL). O petista esteve com deputados apenas 13 vezes do início do governo até meados de outubro. Senadores foram recebidos apenas 8 vezes, segundo a agenda pública do presidente da República, o que totaliza 21 agendas com parlamentares. Já Bolsonaro recebeu deputados em 259 ocasiões e senadores estiveram reunidos com ele em 90 oportunidades, somando 349 agendas.

É possível contar nos dedos das mãos os congressistas recebidos por Lula até agora, e que constam na agenda oficial. A prioridade é para os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); além de nomes do próprio PT, como os deputados José Guimarães (CE) e Gleisi Hoffmann (PR) e o senador Jaques Wagner (BA). Com exceção deste quinteto, Lula só esteve com outros três integrantes do Legislativo.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a cerimônia de assinatura do projeto de lei do Programa Combustível do futuro, no Palácio do Planalto, em Brasília. Ao lado, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira. Foto: Wilton Junior/Estadão

Assim como Lula, Bolsonaro também priorizou congressistas próximos, como os ex-deputados Major Vitor Hugo (PSL-GO), então líder do governo na Câmara; e Joice Hasselmann, então líder no Congresso. Os filhos Eduardo e Flávio, com mandatos na Câmara e no Senado, foram recebidos 13 e 25 vezes, respectivamente. No entanto, a agenda mostra também vários encontros com líderes partidários.

O levantamento do Estadão usou dados organizados pela ferramenta Agenda Transparente da organização Fiquem Sabendo (FS). A FS é uma organização especializada no acesso a informações públicas. O levantamento diz respeito às agendas ocorridas até o dia 11 de outubro, última data disponível nos dados.

Até agora, Lula costuma dar prioridade aos encontros com os ministros de Estado – seja em reuniões ampliadas, com vários membros do gabinete ao mesmo tempo, ou em encontros individuais. Os nomes que mais aparecem são os de três petistas: os titulares da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (49 vezes); da Casa Civil, Rui Costa (38); e da Secretaria de Comunicação (Secom), Paulo Pimenta (33). Fernando Haddad (Fazenda) aparece em 19 encontros.

As agendas com chefes de Estado estrangeiros também são parte importante da rotina de Lula no começo do terceiro mandato, tanto durante as viagens ao exterior como em Brasília, em recepções e telefonemas. A agenda do petista lista 62 compromissos deste tipo desde o começo do mandato. Depois de assumir o terceiro mandato, Lula fez 25 viagens internacionais, a um custo estimado em R$ 45 milhões, segundo informações obtidas pelo jornal O Globo utilizando a Lei de Acesso à Informação. Bahia.Ba