A mãe de Ludmila Aragão Campos, de 41 anos, que está desaparecida desde o começo desta semana, afirmou nesta quinta-feira (30) que a filha já tinha sido ameaçada pelo namorado. Para os familiares, os restos mortais encontrados dentro de um carro carbonizado, em São Sebastião do Passé, é o da mulher. Em uma das últimas vezes que foi vista, ela estava com o companheiro, dentro de um carro.

“Ela conhecia ele há sete meses. Ela disse que estava conhecendo ele ainda. Mas ele tinha um ciúme doentio por ela. Disse que nunca queria perder ela, disse que ela era a pessoa ideal para ele. Ela não gostava das chamadas de vídeo que ele fazia para saber onde ela estava. Depois que ele conseguia falar com ela, ele ainda perguntava: ‘Vocês estava no shopping? Estava onde, com outro homem?”, contou a mãe .

Ainda de acordo com a mulher, a filha contou sobre a ameaça que o homem fez durante uma conversa entre as duas, para falar sobre o possível fim do relacionamento entre Ludmila e o homem. “Eu tinha mandado ela desistir dele por causa do ciúmes, mas ela disse que se ele desistisse ele mataria ela. Então eu disse a ele que eu daria a queixa’, completou. Ludmila é natural de Salvador e morava em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, há dois meses, quando foi para o local abrir um restaurante.

Os familiares contaram que, na segunda-feira (27), o ex-companheiro da mulher foi visto dentro da casa dela, por volta das 20h. Em seguida, moradores da região avistaram ele saindo dentro do carro da mulher, junto com ela. No mesmo dia, a casa de Ludmila foi encontrada queimada. Depois disso, ela não foi mais vista.

No dia seguinte, na terça-feira (28), um corpo carbonizado dentro de um carro foi encontrado em uma fazenda de São Sebastião do Passé. Ainda de acordo com a polícia, por causa da destruição do veículo, ainda não dá para apontar a identidade da vítima. A família, no entanto, afirmou que o chassi do carro confirmou que o veículo era o da mulher. Por isso, eles acreditam que o corpo seja o da mulher.

As investigações estão em curso e um laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) deve apontar as causas do incêndio no veículo e se o corpo é o de Ludmila Aragão. Na quarta-feira (29), cerca de oito pessoas, incluindo o homem suspeito do crime, foram ouvidas na 24ª Delegacia de Polícia Civil, em Vera Cruz, que investiga o caso, mas ninguém foi preso. G1