O marqueteiro João Santana afirmou nesta última segunda-feira (26), em sua primeira entrevista após ser preso no âmbito da Operação Lava Jato, que uma chapa com Ciro Gomes (PDT) candidato à Presidência e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na vice seria “imbatível” para derrotar a possível tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro em 2022.

Ele afirmou que é preciso imitar a estratégia usada na Argentina, onde a ex-presidente Cristina Kirchner, com imagem pública desgastada por envolvimento em escândalos de corrupção, compôs chapa como vice de Alberto Fernández e venceu a última eleição presidencial. A tática foi considerada essencial para o êxito da dupla nas urnas. Na visão de Santana, qualquer cenário que traga Lula na cabeça de chapa será nocivo para o país, mas, em compensação, o petista seria o “perfil ideal de vice”.

“Ele tá num cenário em que não pode perder nem ganhar a eleição. Se ele perderem afunda demais o PT e ele. E não pode ganhar porque vai estressar ainda mais o ambiente político, assumiria o governo sangrando. Na Argentina, eles são mais competentes politicamente do ponto de vista da estratégia eleitoral, do que nós aqui no Brasil”, observou.

Caso o PT não queira compor com outros partidos, Santana ainda defendeu a candidatura do senador Jaques Wagner (PT-BA) à Presidência, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na vice. “Petistas, se quiserem fazer uma chapa pura, se não quiserem fazer uma união de esquerda em 2022, tem que ser Jaques Wagner na cabeça de chapa e Lula na vice”, aconselhou o marqueteiro baiano durante o programa “Roda Viva”, da TV Cultura. (Bahia Notícias)