A Defensoria Pública da Bahia e a Defensoria Pública da União decidiram manter o serviço do Observatório de Intolerância Política por tempo indeterminado, diante de atos de violência mesmo com o fim das eleições. O observatório foi criado no dia 15 de outubro pelos dois órgãos. O grupo, criado para assegurar o direito das pessoas em votar e a livre escolha, registrou 54 denúncias até o último dia 31 de outubro.

 

O Observatório mapeou os casos de intolerância política e deu assistência as pessoas que sofreram alguma violação, como ameaças verbais ou digitais, ataques virtuais, danos patrimoniais, violência física e até assassinato. Do total de registros, 55% foram contra mulheres, 55,6% das denúncias foram por ataques digitais, 27,8% ofensas e ameaças e 16,7% agressões físicas.

 

A defensora Mônica Aragão, coordenadora do Observatório, afirmou que, com o diagnóstico, é preciso se fortalecer a educação em direitos, “pois as instituições e sociedade não estavam preparadas para este tipo de ódio que foi disseminado nestas eleições”. Segundo eles, ao longo deste período será promovido dialogo com outras instituições ara que se estude a possibilidade de ampliação do Observatório com integração de novos parceiros.