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O outono chegou e, apesar das expectativa para temperaturas mais amenas e a previsão de menos calor, é possível que haja falta de produtos como ventilador e ar-condicionado nas lojas, devido a alta demanda desses itens durante o verão.

Em entrevista ao Portal A TARDE, o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia, Paulo Motta, houve um crescimento de 30% na venda desses itens no estado nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano. Mesmo o mês de março ainda não sendo finalizado, o aumento já é notado.

“A procura é grande, porque realmente a distorção climática ficou extremamente desgovernada. Com esse calor, a demanda de venda nas lojas de ar-condicionado, ventiladores e climatorizadores subiu 30% nesse período de janeiro até agora, se for comparado com meses que não são verão. Esse percentual eu posso projetar de maneira consistente. Nós estamos entrando no outono, mas tivemos em janeiro, fevereiro e estamos agora em março com sensações térmicas extremamente agressivas. Por isso, as pessoas buscam esses itens para superar essa transição extremamente agressiva que o clima está fazendo, iclusive, por causa da demanda, acredito que vamos ter algum tipo de de falta desses produtos em algum momento”, afirmou.

Aumento no preço

Com a crescente busca pelos itens, os valores também têm aumento. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), preço do ar-condicionado em Salvador e Região Metropolitana, por exemplo, tem chegado a R$ 4,1 mil. No acumulado do ano, o aumento foi de 21,2%.

O índices já vinham sedo notados desde o final do de 2023. Só em novembro, os preços subiram 4,22% em lojas de todo o Brasil. O percentual foi a maior alta para o item ar-condicionado para meses de novembro desde o plano Real, segundo dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), do IBGE.

Apesar da crescene, com a chegada do outuno, o presidente so Sindlojas estima que essa procura seja mais estabilizada. “A expectativa é que haja um melhor comportamento do clima agora no outono e essa prioridade que o consumidor vem dando a esse itens, venha, de fato, ter um volume de negócio menor que aconteceu nesse nesse primeiro trimestre”, estima Paulo Motta.