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A ministra da Igualdade Racial Anielle Franco lamentou, nesta sexta-feira (18), a morte de Mãe Bernadete, ialorixá e liderança quilombola, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. “Já conhecia a mãe Bernardete e tive a oportunidade de encontrá-la em julho deste ano – tão forte, bonita e emocionante – em Salvador, quando lançamos o Encontros Abre Caminhos pelo Brasil”, escreveu a ministra. Ela reforçou que uma comitiva liderada pela pasta vem para a Bahia acompanhar o caso.

“É muito doloroso ver nosso povo sendo levado de formas tão cruéis, por crimes motivados também por ódio. Uma comitiva liderada pelo MIR está indo à Bahia para garantir a proteção e defesa do território e de seus povos”, escreveu. “Que os orixás acolham Mãe Bernardete. Toda a solidariedade aos familiares . E nosso profundo compromisso com todo o povo de axé!”

A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia, também divulgou nota lamentando o crime. “Mãe Bernadete foi morta quando seus filhos e filhas do Candomblé se preparavam para liturgias que seriam realizadas nos próximos dias, numa dupla violação ao direito constitucional à proteção aos locais de culto e aos territórios de comunidades tradicionais”, diz o texto.

A OAB presta solidariedade aos familiares da ialorixá e à comunidade e pede apuração do caso. “A OAB-BA conclama o Governo da Bahia e o Governo Federal a empreenderem todos os esforços necessários para identificar, julgar e condenar os assassinos de Mãe Bernadete e seu filho Binho do Quilombo e trazer justiça e paz ao Território Quilombola de Pitanga dos Palmares”, diz, lembrando o filho de Mãe Bernadete, Flávio Gabriel Pacífico, o Binho do Quilombo, morto a tiros em 2017. Correio da Bahia