O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o “Brasil está voltando em V”, em uma referência à crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus. A declaração foi dada ao final de uma reunião com líderes do governo no Congresso Nacional para discutir a tramitação de matérias como as reformas tributária, em debate numa comissão mista, e administrativa, remetida à Câmara, e a revisão do pacto federativo, em discussão no Senado.

Depois de inúmeras rusgas com o Congresso, Guedes teceu elogios a deputados e senadores. “Eu sempre disse que o Brasil ia surpreender o mundo, pois nosso Congresso estava ativo, trabalhando durante a reforma”, defendeu o ministro. Segundo ele, as ações do governo, em parceria com os parlamentares, permitiu que a saúde e a educação não fossem afetadas com o “orçamento de guerra” montado para a pandemia.

“A classe política mostrou que tem decisão e protegeu a saúde e a educação brasileira sem precisar de nenhuma indexação”, sugeriu, numa referência ao novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e as alterações orçamentárias que permitiram escoar recursos para o enfrentamento do novo coronavírus.

Para o governo, “as prioridades são emprego e renda, dentro do nosso programa de responsabilidade fiscal”. “Nós vimos a importância do auxílio emergencial. Precisamos fazer uma aterrissagem suave do auxílio emergencial”, completou Guedes.

TETO X IMPOSTOS

Durante a fala, o ministro foi interrompido pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), para destacar que as medidas adotadas pelo Executivo não pretendem ferir o teto de gastos ou criar novos impostos. “Reafirmarmos o nosso compromisso com o teto de gastos fiscais. Estamos buscando dentro do orçamento recursos para os programas. Não haverá aumento de carga tributária”, frisou Barros.

Na discussão entre Economia e lideranças do Congresso, além das reformas e do pacto federativo, houve o debate sobre a substituição tributária, que liberaria recursos até aqui indexados no orçamento federal por força de lei ou na própria Constituição. Guedes e Barros, todavia, não detalharam o que seria essa “substituição tributária”. Por Fernando Duarte