Moradores da cidade de Maragojipe, no recôncavo da Bahia, fizeram uma manifestação na sede da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A (Embasa), no CAB, em Salvador, nesta última terça-feira (12), para protestar contra a falta de água no município.

Segundo os moradores, além da sede da cidade, a falta de água afeta também os distritos de Coqueiros e Nagé. Eles alegam que a situação já ocorre há mais de 30 dias.

“Por conta do desmatamento, a nascente da água foi ficando mais fraca e a Embasa nunca tomou providências”, contou Antônia Neusa, moradora da cidade.

Cerca de 180 participantes protestaram nesta manhã. Eles vieram para Salvador depois de reuniões com lideranças.

“Nos juntamos com a população e viemos pela própria vontade. Pela situação da população de Maragojipe, Coqueiros e Nagé, que está passando por necessidade e água. Tem casa que as pessoas não têm água nem para tomar banho”, afirmou um outro morador.

Ainda de acordo com os manifestantes, a falta de água afeta as casas e escolas. As atividades do dia-a-dia são possíveis por conta do uso de cisternas.

“Nós estamos sofrendo um caos em Maragojipe, porque todos os moradores estão sem água para beber, sem água para lavar, os colégios estão parados. As creches estão consumindo água de cisterna. E a Embasa, que não para de cobrar as contas, hoje afirmou que as contas recentes a partir do problema serão liquidadas e nenhum morador vai pagar essas contas de água. O povo está morrendo de água. A gente quer água”, relatou.

O que diz a Embasa

Cerca de 180 participantes protestaram nesta manhã. Eles vieram para Salvador depois de reuniões com lideranças. — Foto: Arquivo Pessoal / Tv Bahia

Cerca de 180 participantes protestaram nesta manhã. Eles vieram para Salvador depois de reuniões com lideranças.

Em nota, a Embasa disse que o rio Cachoeirinha, que abastece a sede de Maragojipe e os distritos de Coqueiro e Nagé, está secando. Por conta da situação, a distribuição de água na região funciona em esquema de racionamento desde o dia 26 de fevereiro.

Ainda conforme a concessionária, carros-pipa são usados para complementar o abastecimento em pontos críticos e terão o número ampliado para atender a reservatórios coletivos em pontos estratégicos.

A Embasa também anunciou a implantação de uma adutora de 23 quilômetros para levar água da estação de tratamento de Muritiba até Maragogipe. A obra deve ficar pronta em 60 dias.

Em uma reunião com as lideranças de Maragojipe, os moradores pediram que a cobrança da fatura de água e esgoto seja suspensa enquanto durar a situação do racionamento. Conforme a Embasa, as cobranças pelo fornecimento de água a partir do dia 26 de fevereiro deste ano, quando foi iniciado o racionamento, serão isentas. G1