O suspeito de envolvimento na morte dos quatro motoristas de aplicativo em Salvador foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), nesta terça-feira (21), por homicídios qualificados, por motivo torpe, meio cruel e sem possibilidade de defesa das vítimas, além de roubo qualificado.

Se a Justiça acatar a denúncia, Benjamin Franco da Silva, de 25 anos, travesti e também conhecido como Amanda, vai responder por quatro homicídios triplamente qualificados, uma tentativa de homicídio triplamente qualificada, cinco roubos qualificados e também por associação criminosa e corrupção de menores. Todas essas penas podem chegar a mais de 100 anos de reclusão.

Segundo informações do MP, com os motoristas rendidos, Benjamin e os comparsas pegavam o celular das vítimas e acionavam outro motorista. Na decisão desta terça, o MP pediu também o decreto de prisão preventiva de Benjamim, que está preso na sede Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), desde o dia 26 de dezembro de 2019, 13 dias após os crimes.

Durante a prisão, o suspeito disse à polícia que o objetivo do grupo era roubar os veículos das vítimas. O depoimento dele contrariou a versão divulgada pelo governador Rui Costa, de que os assassinatos teriam sido ordenados por um traficante, após motoristas por app negarem corrida à mãe dele. Outros quatro envolvidos no crime morreram. Dois foram encontrados mortos e outros foram baleados em confronto com policiais. G1