Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (6), em entrevista para a Jovem Pan, que não vê ligação direta em fatos novos que possam justificar a abertura de um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

De acordo com Lira, a CPI da Covid-19 trouxe apenas depoimentos, como o do deputado Luis Miranda (DEM-DF) que afirmou ter alertado Bolsonaro sobre as supostas irregularidades na compra da vacina Covaxin pello líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e não provas da culpa do presidente.

“Nesse momento, não há nenhum fato novo que justifique, que tenha alguma ligação direta com o presidente da República, a não ser o fato de um parlamentar ter dito que entregou a ele alguns documentos invoice que não justificam, por enquanto e até agora, com muitas versões de parte a parte, a abertura de um processo de impeachment”, disse Lira.

Ainda de acordo com ele, a abertura de um processo de impeachment desestabilizaria a economia e “pararia o Brasil por mais de seis meses, um ano”, além de criar uma instabilidade política por “institucionalizar” o rito de impeachment no país.

“Nós não podemos ter uma mudança nesses rumos políticos. As eleições são feitas de quatro em quatro anos para a gente escolher o nosso presidente. Não há, neste momento, nada que justifique, por parte da Presidência da Câmara, a abertura de um processo de impeachment porque, além de jurídico, ele é absolutamente político, e todos sabem disso”, concluiu.