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A dançarina da banda La Fúria, Elisabeth Gonçalves, conhecida como Japa, gravou um vídeo de 4 minutos em seu perfil do Instagram para falar sobre o ataque que sofreu. Ela foi esfaqueada em uma casa, na noite desta última terça-feira (16), no bairro de Itapuã.

Ainda internada no Hospital Municipal de Salvador, Japa disse nas imagens que se envolveu com um homem que se dizia solteiro e que foi agredida pela suposta ex-mulher dele.

“Ele tinha dito para mim que era um cara solteiro e desimpedido. Inclusive, tenho conversas, tenho prints, tenho a voz dele fazendo as coisas exatamente que eu estou dizendo aqui. [Ele dizia que] era uma pessoa desimpedida, uma pessoa solteira que realmente tinha terminado um relacionamento recente de três meses”, disse.

Ainda na rede social, a dançarina conta que ficou três dias sem poder falar, respirando com a ajuda de aparelhos e diz estar sofrendo com ameaças. Apesar de tudo, ela garante que perdoa a rival e que sequer a conhece.

“Eu não roubei o namorado de ninguém. Eu não sou ‘talarica’ porque ‘talarica’ é quando mulheres que tem amizade com outras que pega o namorado da outra. E eu não a conheço”, completou.

Confira o depoimento dela na íntegra:
“Olá, meus amores! Peço desculpas pela demora em me pronunciar devido o acontecido. Mas, estou aqui sendo franca, sendo verdadeira para todos vocês que merecem sim a minha resposta. Estou recebendo muitas perguntas, críticas entre outras coisas. 

Primeiramente venho agradecer o carinho de vocês, as orações, que foram ouvidas por Deus. Graças a meu bom Deus eu estou tendo uma boa recuperação e estou podendo aqui agora gravar esse vídeo para vocês. 

Devido aos boatos que estão acontecendo, que estão dizendo aí eu vim falar com vocês a real do que aconteceu.

Eu estava em uma festa, em um aniversário na semana retrasada onde estava entre amigos/ conhecidos. E conheci essa pessoa. Primeiramente a gente teve um contato normal quando duas pessoas se conhecem numa festa normal. Não teve algo de intimidade nenhuma. 

Só que daí dessa festa a gente marcou de se encontrar em outro lugar para beber, conversar e coisa e tal. Saímos na segunda-feira, bebemos, passamos a tarde toda bebendo entre amigos também. Quando chegou na segunda fomos para a casa dele. E na terça-feira pela manhã aconteceu isso [as facadas].

Ele tinha dito para mim que era um cara solteiro e desimpedido. Inclusive, tenho conversas, tenho prints, tenho a voz dele fazendo as coisas exatamente que eu estou dizendo aqui. [Ele dizia que] era uma pessoa desimpedida, uma pessoa solteira que realmente tinha terminado um relacionamento recente de três meses.

Então, eu achei que seu eu era solteira e ele era solteiro não vi nada de mais a gente sair, beber  e curtir juntos. 

Na terça-feira, no dia do ocorrido, pela manhã mais ou menos umas 8h30 essa pessoa , essa indivídua [mulher, que segundo a dançarina se dizia namorada do rapaz] chegou já me golpeando e me deu uma facada nas costas, puxando meu cabelo e me chamando de ‘talarica’. 

[Ela ficava] dizendo que eu sabia que ele tinha namorada e coisa e tal. Porém, eu não sabia. E ele, constantemente, falava em todas nossas conversas que ele não tinha mulher e não tinha nenhum relacionamento. 

Ele dizia que tinha terminado recentemente [o namoro] e que não estava mais em um relacionamento. Ele me mostrou conversas dele e dela, ele terminando com ela. 

Então, venho esclarecer isso para vocês. Eu não roubei o namorado de ninguém. Eu não sou ‘talarica’ porque ‘talarica’ também é quando mulheres que tem amizade com outras que pega o namorado da outra. E eu não a conheço. Também não o conhecia. Eu conheci ele nessa festa. A gente só se encontrou duas vezes. A primeira vez não teve nada. A segunda saímos para beber e aconteceu isso aí. 

Venho agradecer a todos pelas orações, pelas mensagens lindas que tenho recebido. E pedir misericórdia a todas as pessoas que desejaram a minha morte. Eu perdoo todo mundo. Perdoo ela também. Sei que cada um tem seus motivos. Porém tirar a vida do outro não tem motivo nenhum. Que Deus abençoe a vida de cada um e tenha uma boa noite.

Relembre o caso
A dançarina foi esfaqueada em Itapuã e, inicialmente, não houve registro de queixa. Porém, a Polícia Civil informou que “mesmo sem registro de ocorrência na 12ª Delegacia de Itapuã, as equipes iniciaram as investigações, a partir de informações preliminares, para identificar os envolvidos, esclarecer os fatos e responsabilizar os possíveis autores”.

A Polícia Civil esteve na casa onde ocorreu o crime e fez uma perícia na quinta-feira (18). O laudo com o resultado deve demorar pelo menos 30 dias para ser concluído.

Internada desde o dia em que foi esfaqueada, Japa apresentou melhora e foi transferida para a enfermaria do Hospital Municipal de Salvador na sexta-feira (19). A informação foi confirmada ao Correio pela assessoria de comunicação da banda neste sábado (20). O estado de saúde dela é considerado estável, mas não há previsão de alta.