Diante da disputa em torno da vaga restante para o Senado Federal na chapa majoritária do governador Rui Costa, o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e quase filiado ao PSB da senadora Lídice da Mata, Marcelo Nilo (PSL), propôs um desafio aos postulantes. Marcelo nilo deu entrevista ao Bahia Notícias.

 

Ele defendeu que, ao invés de duas, o grupo político de Rui lance três candidaturas a senador, com os nomes da senadora Lídice da Mata (PSB), o ex-governador Jaques Wagner (PT) e o presidente da AL-BA, Angelo Coronel (PSD). “Vamos colocar os três e, aí, vamos ver quem tem farinha no saco”, alfinetou Marcelo Nilo.

 

A provocação do deputado tem um alvo em específico: o PSD, comandado na Bahia pelo senador Otto Alencar. Como uma das vagas da majoritária está praticamente selada ao PSD – a outra foi garantida a Jaques Wagner -, Marcelo Nilo quer que a disputa seja no voto, e não por estrutura partidária. A sigla de Otto é, atualmente, a que tem maior número de prefeitos no estado e, além disso, possui o comando da AL-BA e da UPB.

 

Um aliado que, avalia-se na base, é difícil de ser dispensado em uma eleição com ares de forte acirramento. Para Nilo, que defende Lídice na chapa, a senadora reúne melhores requisitos para estar no grupo do que o PSD. “É uma mulher, sempre esteve no nosso campo, já foi vereadora, prefeita de Salvador. Uma mulher com história”, enumerou.

 

O ex-presidente da AL-BA ainda questionou a força política dos sociais-democratas atualmente. “Dizem que o PSD é o maior partido da Bahia, mas vamos colocar os três para ver o que acontece”, ironizou. No entanto, ponderou Nilo, as três candidaturas apoiariam o governador Rui Costa. Questionado sobre se este movimento não poderia gerar divisão de votos na base do petista, o parlamentar voltou a provocar.

 

“Aí cabe ao governador ver o que vai ser feito”. Caso Rui não apoie o trio de candidatos e deixe Lídice de fora da majoritária, Nilo votou a defender uma candidatura avulsa da senadora. “O pleito de Lídice é ser senadora, isso também é uma exigência da executiva nacional do partido. Caso ela fique de fora de chapa, eu defendo a ideia de que ela lance candidatura avulsa”, reiterou.