Foto: Jefferson Peixoto / Ag. Haack / Bahia Notícias

O número de candidatos à vice na virtual chapa do senador Otto Alencar (PSD) disparou nas últimas horas ante a convicção dos políticos petistas de que, apesar de permanecer negando, ele será candidato ao governo. Aos nomes da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, do secretário de Relações Institucionais, Luiz Caetano, e do secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues, se somaram mais dois.

São eles o do líder do governo na Assembleia, o deputado estadual Rosemberg Pinto, e o da secretária de Promoção da Igualdade, Fabya Reis. Rosemberg tem trabalhado desde o princípio em defesa do apoio ao nome de Otto, mas poucos sabiam que, por trás das articulações do líder governista, estaria o interesse de ser indicado vice em sua chapa.

Muitos, aliás, ainda acreditam que seu verdadeiro plano é negociar a própria indicação à presidência da Assembleia em 2023, um sonho antigo, no bojo do acordo que sacramentará a chapa de Otto. O nome de Fabya passou a circular depois que petistas reportaram que seu marido, o deputado federal Valmir Assunção, foi convidado pelo govenro a parar de trabalhar contra a escolha de Otto. Assunção teria sido advertido exatamente de que a mulher é secretária de Rui Costa e que o governador não estava contente com sua dissidência.

Em seguida, ele a teria lançado candidata a vice. Antes dos dois – Fabya e Rosemberg -, o nome de Jerônimo surgiu, alegam no PT, por indicação do governador. Quando a crise apertou no PT com a resistência de Otto em aceitar a candidatura, Rui teria lembrado dele. Primeiro, para candidato do PT ao governo na hipótese de o plano Otto vir abaixo. O senador acabou aceitando o desafio e Jerônimo deixou de ser uma opção, mas teve seu nome agora lembrado para vice. Política Livre