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Só este ano, a Bahia registrou 226.193 casos prováveis de dengue e 104 mortes pela doença. As informações são do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. Os dados fazem com que o estado esteja em 8º lugar no total de casos prováveis, atrás do Distrito Federal (271.213), Goiás (303.742) Rio de Janeiro (579.059), Santa Catarina (353.337), Paraná (631.736), Minas Gerais (1.655.210) e São Paulo (1.946.062). Em número de mortes pela doença, por sua vez, aparece como o 9º.

De acordo com o 14º Informe Epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que contabiliza dados até o dia 25 de junho, o estado registrou 98 óbitos desde a primeira semana epidemiológica. De acordo com o relatório, todos os 417 municípios do estado realizaram notificação para esse agravo. Destes, 91 estão em situação de surto ou epidemia para a doença.

O município com mais óbitos registrados até o dia 25 foi Vitória da Conquista, com 21 mortes. O número é mais de quatro vezes maior que o segundo lugar, Feira de Santana, que registrou seis mortes. Em seguida, estão Jacaraci (5), Encruzilhada (4), Juazeiro (4), Carinhanha (3) e Piripá (3).

Completam a lista das cidades com mortes registradas: Barra do Choça (2), Caetité (2), Itaberaba (2), Caraíbas (2), Coaraci (2), Mortugaba (2), Palmas de Monte Alto (2), Poções (2), Santo Antônio de Jesus (2), Serrinha (2), Urandi (2), Bom Jesus da Lapa (1), Caatiba (1), Caculé (1), Caetanos (1), Campo Formoso (1), Central (1), Cândido Sales (1), Guanambi (1), Ibiassucê (1), Ipiaú (1), Irecê (1), João Dourado (1), Jussara (1), Luís Eduardo Magalhães (1), Macaúbas (1), Maracás (1), Maraú (1), Santa Maria da Vitória (1), Santo Estêvão (1), Seabra (1), Simões Filho (1), Tanque Novo (1), Teolândia (1), Várzea Nova (1) e Água Fria (1).

As duas primeiras mortes deste ano foram registradas em fevereiro, de acordo com a Sesab. Os óbitos foram registrados nas cidades de Caetité e Jacaraci, no sudoeste do estado. Além disso, uma criança de quatro anos morreu em decorrência da doença em Feira de Santana no dia 1º de maio. O caso foi certificado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do município 12 dias depois.

A morte foi certificada após a análise das amostras que a Vigilância Epidemiológica encaminhou ao Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen). A criança residia no bairro Tomba e foi atendida em unidade da rede privada. Durante o período da infecção, a paciente apresentou febre, dor de cabeça, vômito e manchas vermelhas pelo corpo. Além disso, foram identificadas hemorragias nas vias respiratórias e a criança também testou positivo para H1N1. Correio da Bahia