Foto: Andréa Silva/TV Bahia

Antes das chuvas de 2021, a outra chuva que causou mais estragos no estado foi registrada há oito. Também no começo do mês de dezembro, em 2013, fortes chuvas atingiram a cidade de Lajedinho, na Chapada Diamantina, deixando 17 pessoas mortas e 600 desabrigadas.

A cidade foi arrasada por um temporal que durou duas horas. O dia era 7 de dezembro de 2013. Durante os 120 minutos de chuva, a cidade recebeu um volume de água esperado para três meses. O canal que corta a cidade não suportou a força da natureza, transbordou e alagou a parte baixa do município, destruindo casas e lojas.

Com a tragédia, a cidade perdeu 10 prédios públicos. A força da chuva foi tão forte que dois corpos foram arrastados pela enxurrada para fora da cidade e encontrados já no limite com o município de Ruy Barbosa, a 8 km de distância.

Em 2021, as chuvas de novembro e dezembro já causaram 12 mortes em Itapetinga (1), Jucuruçu (1), Amargosa (2), Itaberaba (2), Itamaraju (3), Macarani (1), Prado (1) e Ruy Barbosa (1). Há o registro de pelo menos um desaparecido, em Amargosa.

Além disso, 267 pessoas ficaram feridas, 6.371 desabrigados e 15.199 desalojados. A população afetada pelas enchentes chega a 220.297 pessoas.

Outras enchentes na Bahia

Mais de 30 mortos em Amargosa

Em 1960, diversas cidades da Bahia e de outros estados nordestinos sofreram com a chuva. De acordo com reportagem do jornal Correio da Manhã, 30 pessoas morreram em Amargosa, cidade em que nas chuvas de 2021 já registraram duas mortes, além de um desaparecido. Também na cheia de 1960, Juazeiro, no norte da Bahia, registrou cinco mortos.

Na mesma ocasião, o rio Paraguaçu, um dos mais importantes do estado, que corta o recôncavo baiano, registrou uma das suas maiores cheias. Ainda segundo a reportagem do Correio da Manhã, cerca de 300 casas foram destruídas e 2 mil pessoas ficaram desabrigadas em Cachoeira. Também nessas chuvas de 1960, cidades como Amargosa, Laje e Juazeiro ficaram isoladas.

2015: Rio Subaé deixa Santo Amaro debaixo de água

Em 2015, a cidade de Santo Amaro, no recôncavo baiano, a cerca de 78 km de Salvador, ficou alagada após uma forte chuva que resultou no aumento do nível do Rio Subaé, que corta a cidade. Por conta do grande volume de água, casas foram invadidas pela enxurrada e até a delegacia da cidade foi tomada pela água. Não houve registro de mortes.

2011: Medeiros Neto e Bom Jesus da Lapa submersas

Há dez anos, em dezembro de 2011, cerca de 200 famílias ficaram desalojadas em Medeiros Neto, no extremo sul da Bahia, por consequência da chuva que caiu na cidade. No mesmo mês, Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, também sofreu com as chuvas. Diversas pessoas ficaram desabrigadas na cidade.

2009: Nazaré das Farinhas registra pior cheia

A cidade de Nazaré das Farinhas, que fica a 64 quilômetros de Salvador, sofreu com as chuvas em 2009. Cerca de 200 famílias ficaram desabrigadas. Comunidades próximas da cabeceira do Rio Batatan e em toda a extensão da parte urbana do Rio Jaguaripe ficaram debaixo de água.

1979: Velho Chico expulsa moradores e comerciantes

Na cheia do Rio São Francisco de 1979, mais de dez ruas de Xique-Xique, no norte da Bahia ficaram debaixo de água.

1967 e 1968: sul do estado sofreu grande enchente

Nesta semana, o morador de Medeiros Neto, Ricardo Ítalo, contou ao g1 que no final dos anos 60, em uma outra cheia dos rios, a loja em que trabalhava atualmente também ficou submersa. Na época, o comércio era comandado pelo seu pai.

“Eu sempre ouvi essa história do meu pai. No ano de 1968, o imovél da nossa loja ficava no nível da praça. Na ocasião, quando aconteceu a tragédia, meu pai construiu aqui com um metro e meio de elevação. E mesmo assim, nessa chuva dessa semana, a água subiu e invadiu a loja. A água tocou na terceira prateleira”, contou.

Outras cidades do sul do estado como Itabuna, também registraram estragos tanto nas chuvas de 1968, quanto no ano anterior em 1967. G1