Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Em meio ao clima de eleições municipais, que vai acontecer em outubro, o senador Otto Alencar (PSD) falou sobre o tema em conversa com a imprensa na segunda-feira, na sede do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O parlamentar participou da cerimônia de entrega da Medalha de Mérito Luís Eduardo Magalhães ao senador Jaques Wagner, que aconteceu na sede do TCM.

“Nós queremos manter a liderança, mas nunca forçamos nenhum candidato a prefeito ou vereador ou deputado estadual, federal de participar do partido. É uma coisa natural. O que acontece é que nós temos nove deputados estaduais, todos são muito militantes. Todos nós fazemos a nossa militância, nosso partido é um partido com a opção clara de centro social e muitos pensam como eu penso”, destacou.

“Nós não estamos para pelejar, para disputar, isso não é uma corrida, para quem vai ganhar quem vai perder. Eu nunca pensei assim, até porque nós começamos com um partido que não era tão forte, depois ele ficou forte, mas está dentro da nossa previsão”, acrescentou. Otto salientou que a tendência é que as lideranças que estão ocupando cargos públicos se reelejam. “Então, pelo menos onde nós temos prefeitos e prefeitas, buscar a reeleição deles. Eu acho que o maior número será daqueles que estão no poder, que estão muito bem avaliados”, disse o senador. Ele destacou que as eleições municipais têm um aspecto peculiar com uma disputa mais acirrada em relação à eleição estadual e federal.

“A eleição municipal tem um perfil completamente diferente da estadual e da federal. No município, a disputa é mais acirrada. As dificuldades são maiores para você acomodar os partidos da base em qualquer lugar. Então, talvez vamos disputar com o PT, com o PSB, com os outros partidos, com o MDB, com os partidos da base, mas é uma disputa saudável, não tem nenhuma dificuldade”, afirmou o parlamentar. Ele espera que tudo transcorra em paz porque o nível de tensionamento está alto “Nós estamos numa situação no Brasil que só tem duas opções, ou a opção da extrema-direita, como esse Bolsonaro, ou então o Estado dos partidos democráticos que querem fazer política e não essa tensão”, chamou atenção o senador. BNews