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O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que as investigações em torno dos indícios de espionagem ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o mandato do Jair Bolsonaro (PL) “têm que continuar” em todas as instituições do governo.

“O clima e o ódio semeado durante quatro anos no governo anterior envolveu, contaminou, várias instituições civis e militares e a apuração sobre envolvimento individual em todas as instituições têm que continuar”, disse Padilha na segunda-feira (29), de acordo com o G1. Ainda conforme Padilha, houve uma “contaminação” dos órgãos governamentais durante o governo Bolsonaro.

A declaração de Padilha foi feita após ele ser questionado acerca da operação da Polícia Federal (PF), deflagrada no início da manhã desta segunda-feira, que teve o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho de Jair Bolsonaro, como alvo central no âmbito das investigações que apuram um esquema de monitoramento ilegal de opositores e críticos da gestão Bolsonaro.

Na semana passada, o ex-diretor da Abin e atualmente deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foi alvo de mandado de busca e apreensão expedido contra ele pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.