EC Bahia

O Bahia viveu momentos distintos durante o triunfo sobre o Vasco, por 1×0, na noite desta segunda-feira (1º). Depois de uma primeira etapa na qual deu espaços ao adversário, mas abriu o placar no gol de Thaciano, o Esquadrão dominou a segunda etapa e poderia ter saído de São Januário com um placar elástico. Após a primeira vitória no Brasileirão, o técnico Renato Paiva analisou o comportamento do tricolor. Ele lamentou as chances perdidas pelo ataque, mas ressaltou que a equipe está vivendo um momento de evolução na competição.

“Nós fomos muito competentes na ideia do jogo. Com bola a equipe fez o que pedimos. Sem a bola neutralizamos as jogadas do Vasco, sabíamos que os cruzamentos eram uma arma forte. Fizemos um jogo competitivo, fomos verticais quando tínhamos que ser. Lamento novamente a falta de eficácia. Se fossemos mais eficientes hoje não ganharíamos por apenas um gol. Mas estou orgulhoso, sabíamos que essa vitória poderia chegar a qualquer momento. Os números mostravam isso”, iniciou ele.

Assim como fez em outros jogos, Renato Paiva falou sobre o trabalho que vem desenvolvendo no Bahia. Para ele, as pessoas precisam ter paciência no projeto que está sendo construído pelo clube sob a gestão do Grupo City. Ele também explicou a opção por deixar Biel no banco.

“A qualidade do meu trabalho, das pessoas que trabalham comigo e dos jogadores me deixam confiante. Os resultados não apareceram, mas com o tempo a equipe vai crescendo, com jogadores importantes a equipe ganha consistência. As pessoas pedem Biel, mas ele ainda está em um processo de recuperação, pois foi grave o que ele teve. Outro dia disse que estava tranquilo e quiseram me matar. Então, não digo que estou tranquilo, mas confiante. O Brasileirão é difícil, qualquer equipe pode ganhar outra. Às vezes os resultados não aparecem, mas os números balizam as nossas atuações”, analisou.

Pelo segundo jogo seguido, a defesa do Bahia não sofreu gols. Questionado sobre a volta por cima que David Duarte conseguiu no clube, Renato Paiva voltou a falar sobre os processos de adaptação do elenco. O zagueiro estava praticamente esquecido no grupo, mas foi titular nos últimos três jogos e deixou boa impressão atuando na linha de três defensores.

“É nos fechar no nosso trabalho e não no ruído exterior. Eu lembro como foi o início de Everaldo, ninguém queria ele no time, mas ele começou a fazer gols. Assim é o David Duarte, agora o Diego Rosa. É um gozo extraordinário ver essas pessoas trabalharem no dia a dia, no treino seguinte ao jogo.  O pior que o jogador pode fazer é quando chegar a oportunidade e ele não está preparado. David Duarte fez o seu caminho. Ele trabalhou esses dois meses sem jogar, foi massacrado quando as coisas não saíram bem. As pessoas não têm paciência, mas eu tenho”, finalizou. O próximo compromisso do Bahia de Renato Paiva será no domingo (7). O tricolor recebe o Coritiba, às 16h, na Fonte Nova, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. Correio da Bahia