O Ministério da Saúde incluiu pessoas com comorbidades nos grupos prioritários que podem receber uma dose de reforço da vacina bivalente da Pfizer contra a Covid-19. A recomendação consta em uma nota técnica, publicada no final na sexta-feira (31). De acordo com a pasta, a decisão foi tomada por conta da disponibilidade de doses do imunizante e é baseada em uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No documento, o Ministério da Saúde define uma lista de comorbidades incluídas no grupo prioritário. Quem tem alguma dessas doenças e tem mais de 12 anos de idade já pode tomar a dose de reforço bivalente, desde que já tenham tomado ao menos duas doses da vacina monovalente contra a Covid, com um intervalo de quatro meses desde a última vacina tomada.

Confira a lista de doenças pré-existentes:

  • Diabetes mellitus;
  • Pneumopatias crônicas graves;
  • Hipertensão Arterial Resistente (HAR);
  • Hipertensão arterial estágio 3;
  • Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;
  • Insuficiência cardíaca (IC);
  • Cor-pulmonal e Hipertensão pulmonar;
  • Cardiopatia hipertensiva;
  • Síndromes coronarianas;
  • Valvopatias;
  • Miocardiopatias e Pericardiopatias;
  • Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas;
  • Arritmias cardíacas;
  • Cardiopatias congênita no adulto;
  • Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados;
  • Doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares;
  • Doença renal crônica;
  • Hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves;
  • Obesidade mórbida;
  • Síndrome de Down e outras Síndromes genéticas;
  • Doença hepática crônica.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 9,1 milhões de pessoas se enquadram no grupo prioritário das comorbidades.
Não há necessidade de comprovação da comorbidade para se vacinar, conforme orientação do ministério.

“Ressalta-se que para este grupo não haverá exigência quanto à comprovação da situação de comorbidade, sendo suficiente para a vacinação a comorbidade autodeclarada”, diz a nota técnica.

A vacinação de reforço com o imunizante bivalente da Pfizer começou no Brasil no final de fevereiro. Desde então, quase sete milhões de doses já foram aplicadas, de acordo com dados da pasta. Além das pessoas com comorbidades, também podem tomar o reforço com a bivalente:

  • Pessoas com 60 anos ou mais;
  • Pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores;
  • Imunossuprimidos (a partir de 12 anos de idade);
  • Indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade);
  • Gestantes e puérperas;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade);
  • População Privada de Liberdade e Adolescentes em Medidas Socioeducativas; e
  • Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade.

A vacina bivalente é uma atualização em relação aos primeiros imunizantes fabricados contra a Covid-19 (chamados de monovalentes) e protege contra a cepa original do coronavírus e as subvariantes da ômicron. O objetivo do reforço com a bivalente é expandir a resposta imune específica à variante ômicron e melhorar a proteção da população. G1