Foto: Divulgação

O prefeito de Castro Alves, Thiancle Araújo (PSD), foi alvo de ataques racistas e de intolerância religiosa após a circulação de um vídeo nas redes sociais. O vídeo mostrava a irmã do político, que é Mãe de Santo, realizando um ritual de oferenda, prática comum nas religiões de matriz africana. No entanto,  boatos foram espalhados de que estaria sendo realizando um “trabalho” para prejudicar a oposição política local.

O crime aconteceu na mesma semana em que a Prefeitura Municipal de Castro Alves realizou a Caravana da Educação e Direitos dos Povos de Terreiros da Bahia, em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. O evento contou com a presença da secretária Ângela Guimarães que, após o episódio, se solidarizou com o prefeito Thiancle e colocou a secretaria ã disposição para ajuda.

“Isso é um absurdo e lamentável. Estamos lidando claramente com racismo religioso. Estas acusações são infundadas e refletem um profundo desrespeito pela diversidade religiosa e cultural do país” desabafou Thiancle. Para o prefeito é inadmissível que, em pleno século XXI, ainda existam tais manifestações de intolerância e racismo”, comentou um representante de uma organização de defesa das religiões de matriz africana. “O preconceito e a ignorância não podem ter lugar na nossa sociedade.”

Diante da gravidade dos ataques, o prefeito de Castro Alves anunciou que vai tomar todas as medidas legais cabíveis para responsabilizar os autores do compartilhamento das imagens e das falsas acusações. “O crime ocorreu desde o compartilhamento das imagens até a montagem do vídeo. Não podemos permitir que estes criminosos permaneçam impunes. Vamos agir com rigor para garantir que a justiça seja feita”, disse Thiancle.

O gestor ressaltou ainda a importância de educar a população sobre a diversidade religiosa e cultural, buscando promover uma convivência mais harmoniosa e respeitosa. “A ignorância é a base de muitos dos problemas que enfrentamos. Precisamos trabalhar juntos para construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde todas as crenças sejam respeitadas”, finalizou. A Tarde