Agência Brasil

Após o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciar, na quinta-feira (21), perdão da pena do deputado Daniel Silveira, outros presidenciáveis utilizaram as redes sociais para criticar a postura do chefe do Executivo. O parlamentar havia sido condenado na última quarta-feira (20) a oito anos e nove meses de prisão por ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Através do Twitter, Ciro Gomes afirmou que Bolsonaro transformou “o instituto da graça constitucional em uma desgraça institucional”.

“Acostumado a agir em território de sombra entre o moral e o imoral, o legal e o ilegal, Bolsonaro acaba de transformar o instituto da graça constitucional em uma desgraça institucional. Tenta, assim, acelerar o passo na marcha do golpe. Mas não terá sucesso. Seu ato espúrio de favorecimento absurdo e imoral a Daniel Silveira, ou qualquer outro tipo de desvio autoritário, serão rechaçados pelos defensores do estado de direito”, escreveu Ciro.

O ex-ministro afirmou ainda que o PDT entrará com uma medida, nesta sexta-feira (22), no STF, para anular a medida adotada pelo presidente da República. O candidato do PSDB, João Doria, também se manifestou sobre a decisão de Bolsonaro. “Eleito presidente, não haverá indulto a condenados pela justiça. Também vou acabar com a ‘saidinha de presos’. A sociedade não aguenta mais a impunidade”, disse o tucano.

O pré-candidato André Janones (Avante), por sua vez, ironizou o presidente da República ao relembrar que o mesmo pediu ajuda a Michel Temer (MDB) para redigir uma carta ao STF na última crise entre o Executivo e o Judiciário.

“Quantos dias para o arregão pedir ao Temer para redigir uma cartinha de desculpa?”, escreveu o advogado no Twitter. O principal adversário de Bolsonaro na corrida eleitoral deste ano e líder nas pesquisas de intenções de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não se manifestou sobre o indulto do presidente ao deputado Daniel Silveira.