O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes (PSD), criticou o presidente da República, Lula (PT), por ter levado o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, à China. “Eu estou estranhando e também achei um absurdo o presidente Lula levar um incendiário, o Stédile, para a China. Eu achei que ia deixar ele lá, mas trouxe de volta. Aí ele dá uma demonstração de que apoia essa barbárie”, criticou o presidente do Legislativo baiano.

Até a quarta-feira (26), anunciou Menezes, a Procuradoria Jurídica da Assembleia deve expedir parecer sobre o pedido de CPI para investigar as invasões de terra na Bahia – a proposta é do deputado estadual Leandro de Jesus (PL) e foi defendida na sessão desta segunda-feira (24) pelo deputado Luciano Simões Filho (União Brasil), que fez também duras críticas às invasões realizadas na Bahia. “O presidente Lula, que é o presidente do Brasil, é o culpado se deixar isso (o movimento de invasões) acontecer, se ficar estimulando”, declarou Adolfo Menezes.

“Queria dizer mais uma vez a esta Casa, já externei de público e direi mais uma vez: este presidente é a favor da lei. Sou totalmente contra a barbárie, a estes movimentos que invadem terras e fazendas produtivas. Sou favorável à reforma agrária, como acredito que todos são, desde que se obedeça todo o processo legal, com a desapropriação justa de terras improdutivas”, discursou o presidente da Assembleia, que afirmou que receberá na terça-feira (25) movimento de produtores rurais contrários ao chamado “Abril Vermelho” realizado pelo MST.

“Em relação à CPI, temos aqui o departamento jurídico e a procuradoria jurídica, e este presidente vai se pautar na lei”, enfatizou. O deputado Luciano Simões Filho, que fez pronunciamento anterior ao de Adolfo Menezes, disse: “Essa comissão parlamentar será sim a favor da propriedade privada, a favor do agronegócio, que vem impulsionando o Brasil ano após ano. É preciso dizer um sim à segurança do campo e dizer que essa CPI será em prol da segurança pública que é, sim, uma responsabilidade do Governo do Estado”.

“Esse movimento do abril vermelho é contrário à letra da lei, é um movimento ilegal. […] Se querem defender a reforma agrária, justa e prevista na Carta de 1988, que sigam as regras, que usem os seus deputados estaduais e federais, os órgãos destinados a esse fim e não invadam propriedades públicas ou privadas”, disse o parlamentar do União Brasil. Política Livre